terça-feira, 11 de junho de 2019

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Nos playoffs da última temporada, vimos alguns times que não apareciam em janeiro há tempos; outros que apesar de aparecer, não venciam jogos; além das cartas marcadas que sempre estão presentes.

Entretanto, alguns destes, apesar de boas campanhas na última temporada, não devem repetir a atuação e chegar à pós temporada devido a diversas circunstâncias.

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A análise feita neste texto visa apenas a próxima temporada, mediante o caminho e os adversários que cada um dos citados têm para chegar novamente aos playoffs.

Chicago Bears

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Com uma defesa extremamente dominante e um ataque dinâmico orquestrados por mentes criativas, Vic Fangio e Matt Nagy respectivamente, a equipe de Illinois caminhou a passos tranquilos rumo à vitória na divisão (apesar de Mark Helfrich sem o OC, coube a Nagy a filosofia ofensiva implantada).

Com oito pro bowlers e quatro all pros, sendo estes fundamentalmente da defesa, a franquia surgiu como a grande surpresa da última temporada.

Contudo, Khalil Mack e companhia não terão mais Fangio como coordenador defensivo, que trocou o frio de Chicago pelo do Denver para comandar o Broncos como novo HC. Para seu lugar, foi contratado Chuck Pagano, antigo treinador do Indianapolis Colts. Com essa mudança brusca na defesa, a tendência é a dominância mostrada na última temporada não se repetir, uma vez que estilos diferentes demoram para ser aplicados, ainda que o poderio físico continue presente.

Além disso, esse time chegará até onde Mitchell Trubisky puder levá-lo. A última temporada foi de muitos altos e baixos do jogador, tendo jogos em que lançou 350 jardas e 6 TDs, e outros que anotou 110 jardas e 3 interceptações. Isso levando em consideração um excelente playcall ofensivo que ajudou muito o QB em sua segunda temporada, que é quando muitos atletas caem de produção. Os coordenadores defensivos tiveram um ano para estudar as tendências do ataque do Bears, além das tendências de Trubisky no mesmo. Por isso, se abre uma grande interrogação de como será a atuação do jovem signal caller em sua terceira temporada.

Não só o Chicago Bears está questionado, como os times de sua divisão ficaram mais fortes. O Green Bay Packers possivelmente será o favorito na NFC North, visto que além de contarem com o, discutivelmente, melhor QB da liga, a franquia melhorou todo seu elenco de modo geral. A defesa estando mais forte e Rodgers sendo Rodgers, a divisão dificilmente sai de Wisconsin. O Vikings continua com uma ótima defesa e um ataque com excelentes nomes nas skill position. A linha ofensiva ainda é sua grande incógnita para abrir espaços para os RBs, mas Kirk Cousins estará pronto para provar em sua segunda temporada em Minnesota que valeu o contrato todo garantido que recebeu e tentará levar a equipe de volta aos playoffs. O Detroit Lions corre por fora, mas um ataque liderado por Matthew Stafford ainda pode ser explosivo o suficiente para garantir algumas vitórias, ainda mais se sua defesa colaborar.

Baltimore Ravens

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Após um início de temporada não muito animador de quatro vitórias e cinco derrotas com Joe Flacco under center, uma mudança de cenário foi necessária para o Baltimore Ravens conseguir chegar aos playoffs, vencendo a divisão pela primeira vez desde a temporada do título de Super Bowl em 2012. O grande nome dessa mudança radical que a equipe teve na última temporada é o mesmo que pode ser o fator fundamental para a não ida do Ravens para a pós temporada: Lamar Jackson.

Quando assumiu a titularidade do corvos, Jackson rapidamente fez o ataque operar de forma diferente, com o jogo terrestre sendo predominante para o esquema ofensivo nos jogos em que foi titular. Com isso, a franquia de Maryland terminou a temporada com seis vitórias em sete jogos e a vaga para os playoffs.

A derrota acachapante na rodada de wild card para o Los Angeles Chargers colocou uma exclamação acerca de como Jackson pode liderar esse time quando a sua ameaça terrestre é batida. A estratégia usada pelo Chargers foi simples e eficaz: colocar mais jogadores no box para parar o jogo terrestre e contar com a imprecisão de Jackson passando ainda que em situação favorável. Deu certo.

Agora há muito questionamento de como será a atuação do jovem QB, visto que muitos coordenadores defensivos devem utilizar de táticas similares a do Chargers, ainda mais com tempo para estudar Jackson. É necessária uma evolução de Lamar como passador, mas o segundo ano é o mais assustador para todo quarterback, devido a queda de rendimento que geralmente se tem em relação a temporada de calouro. A equipe foi atrás de armas para auxiliá-lo nesta temporada, trazendo o RB Mark Ingram via free agency e o WR Marquise Brown no primeiro round do draft.

A defesa do Ravens continua forte. Apesar de alguns nomes terem deixado a franquia, como CJ Mosley e Za’Darius Smith, a chegada de Earl Thomas e a renovação com Tavon Young mostram que a base continuará forte apesar da perda de alguns medalhões.

A divisão é principal fator que dificulta a ida do Ravens aos playoffs mais uma vez. Um Big Ben inspirado pode criar muito nesse ataque, que mesmo não tendo mais Antonio Brown e Le’veon Bell, continua com boas armas. A equipe ainda investiu a escolha de primeiro round num setor necessitado da defesa que era LB, com a escolha de Devin Bush. Portanto, o time que bateu na trave na temporada passada vai ser uma grande pedra no sapato dentro da AFC North. Além disso, o time mais quente da NFL também é desta divisão, o Cleveland Browns. Dispensando apresentações para o ano que segue, para muitos, a franquia de Ohio é a favorita para vencer a divisão e ir longe nos playoffs, devido ao hype criado pelo fator Mayfield-OBJ. O Bengals, ainda que seja o mais frágil da divisão, tem um time que pode arrancar algumas vitórias e brigar para ir longe, caso não sejam acometidos por várias contusões de jogadores fundamentais como na última temporada.

E vocês? Acham que algum outro time que foi à pós temporada passada tem mais chances de deixar de ir que os citados?

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