sexta-feira, 4 de maio de 2018

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Julgar quem ganhou e quem perdeu apenas alguns dias após o draft normalmente é uma péssima idéia, quase tão ruim quanto draftar um long snapper no top 10. Mas mesmo correndo o risco de errar em todas, apresentarei cinco prováveis perdedores no draft de 2018.

Joe Flacco

O Baltimore Ravens fez um draft muito bom, talvez um dos melhores entre todas as franquias, recheado de jogadores de ataque, especialmente de tight ends e recebedores, alvos para o quarterback do time em 2018. Mas mesmo assim, Flacco sai perdendo neste draft, simplesmente pela escolha de Lamar Jackson no apagar das luzes da primeira rodada. O quarterback já vem em declínio nas últimas temporadas e a escolha de seu futuro substituto praticamente coloca no fim sua jornada em Baltimore. Se tiver sorte, Flacco deve sobreviver até o final do ano como titular. Mas não me impressionaria se, após um ou dois jogos ruins e com o clamor da torcida pelo novo, ele não acabasse indo para o banco.

Seattle Seahawks

Por onde começar? Os drafts de Seattle sempre impressionam, mas esse foi para lá de estranho. Começou até que bem, com uma troca para baixo da 18ª escolha (afinal, um time com tantos buracos precisa de mais oportunidades para escolher, certo?). Mas daí veio a escolha de Rashaad Penny na primeira rodada. Penny tem capacidade, mas com tanto talento disponível, somado as necessidades do Seahawks, gastar a primeira escolha em um running back que provavelmente estaria disponível na segunda rodada não faz sentido nenhum. O punter Michael Dickson, mesmo sendo apontado como um dos melhores prospectos na posição nos últimos anos, também não deixa de ser uma escolha estranha. O time precisa de ajuda em praticamente todos os níveis, e punter é o menor dos problemas. Pobre Russel Wilson que recebeu apenas um reforço para lhe proteger (e que ainda foi só na quinta rodada).

E para piorar um pouco, todos os seus rivais de divisão fizeram trabalhos bons no draft. Até mesmo o Arizona Cardinals, com sua troca marota e garantindo o calouro mais pronto para encarar a posição de quarterback na NFL. Os ares parecem estar mudando na NFC Oeste, e não para o lado de Seattle.

Oakland Raiders

Foi o primeiro draft da nova era Jon Gruden em Oakland e o torcedor já está rezando para que o restante da temporada não corra como correu o draft. A troca com o Cardinals saiu extremamente barata para o time de Arizona e com a escolha resultante optaram por Kolton Miller, tackle da fraca linha ofensiva de UCLA que é um talento de segunda rodada. Assim como o Seahawks, também decidiram explorar a aparente poderosa classe de punters desse ano e garantiram o seu com a 173ª escolha geral.

Para se salvar, este draft precisa que as duas apostas (arriscadíssimas) feitas por Gruden deem certo. Caso Maurice Hurst esteja plenamente recuperado de seus problemas cardíacos e Arden Key resolva seus problemas disciplinares, ambos foram escolhas valiosas para as posições que foram escolhidos. Mas novamente, até agora são apenas apostas.

New Orleans Saints

Foram duas escolhas de primeira rodada (a deste ano e a do próximo), além de uma de quinta rodada dadas para subir da 27ª para a 14ª posição deste draft. Isso foi feito para selecionar o futuro QB da franquia, sucessor de Drew Brees certo? ERRADO. O Saints fez esta troca para garantir Marcus Davenport, um EDGE com atributos físicos ótimos, mas que é uma aposta gigante. E o primeiro round não deveria ser feito de apostas, ainda mais quando a janela de seu quarterback titular está fechando. Além dessa possível gafe, o time selecionou na quarta rodada o tackle Rick Leonard quando tudo apontava que o jogador sobraria como agente livre não draftado após as sete rodadas do draft.

Josh Allen

Esse é um daqueles jogadores que pode ser considerado tanto vencedor quanto perdedor neste draft. Vencedor por ter saído no top 10, mesmo com as deficiências em seu jogo. Mas também perdedor por ter sido escolhido pelo Buffalo Bills. Calma aí, torcedor, não é nada contra a franquia não. O fato é que esse é um dos piores cenários possíveis para o jovem quarterback de Wyoming. Allen precisaria de pelo menos um ano (melhor ainda se fossem dois) para ficar na reserva, corrigir suas falhas, melhorar suas mecânicas para só então assumir a responsabilidade tremenda que é ser quarterback titular na NFL. Em Buffalo, vide que até agora não se sabe se AJ McCarron serve para ser quarterback de ponte, existe uma grande chance de Allen precisar entrar em campo já em seu primeiro ano, e isso é tudo o que ele não precisa para 2018.

 

Menção honrosa: o papagaio de Tampa Bay

Nos prometeram um papagaio anunciando a escolha do Buccaneers, e foi isso que nos entregaram. Provavelmente a maior decepção no draft.


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