terça-feira, 3 de outubro de 2017

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Paciência tem limite. Ao contrário do futebol irmão, aquele que se joga com a bola redonda, a paciência com os treinadores no mundo da bola oval costuma ser maior. Claro, não chega a ser tanta quanto parece, mas ainda é mais do que costumam dar até os times europeus — que já dão bem mais que os times de futebol daqui do Brasil.

Na NFL, geralmente a corda arrebenta pro lado dos coordenadores, esses sim acabam pagando o pato ao longo da temporada. Tratando-se de treinadores, é difícil ver um sendo demitido no meio da temporada, a menos que uma catástrofe aconteça. Ainda assim, é possível ver técnicos que você já sabe que não permanecerá no time ao fim da temporada. E são deles que falaremos aqui.

Com 25% da temporada já finalizada — sim, passou rápido –, chegou a hora de analisar os técnicos que já estão na corda bamba. Não estamos falando de técnicos que devem cair no meio da temporada, e sim que possuem grandes chances de deixar a equipe ao final dos 16 jogos da temporada regular.

Vamos à eles.

 

Ben McAdoo (New York Giants)

É somente o segundo ano do técnico do lado azul de Nova York, mas talvez já esteja na hora de uma mudança por lá. Por incrível que pareça, o maior problema pode não ser nem o recorde atual de 0-4 da equipe, e sim da total inoperância ofensiva do ataque no momento. McAdoo era coordenador ofensivo do Giants antes de ser promovido a head coach e era esperado que ele desse uma dinâmica maior para o setor da equipe, que conta com ótimos jogadores. O que vimos, no entanto, é um setor pobre e sem criatividade nenhuma, dependendo muito de brilhos de Odell Beckham Jr.. Muito pouco. Caso não haja uma reviravolta ao longo da temporada, é possível que McAdoo não treine mais os G-Men.

 

Marvin Lewis (Cincinnati Bengals)

No comando da equipe desde 2003, Lewis conseguiu fazer a equipe de Cincinnati ressurgir nos últimos anos. De uma equipe que costumava brigar na parte de baixo da tabela, o Bengals passou a disputar frequentemente a pós-temporada. Mesmo sempre batendo na trave em janeiro e não conseguindo nenhuma vitória nos playoffs, o saldo dessa época é sem dúvidas positivo. Ainda assim, a situação entre o Bengals e Lewis parece dar sinais de desgaste. Em 2016, o time teve um recorde negativo pela primeira vez desde 2010 e sua saída já tinha sido cogitada naquele momento. Para 2017, a equipe de Cincinnati veio totalmente enfraquecida, principalmente em um de seus pontos fortes que era a linha ofensiva. O resultado até o momento é um melancólico recorde de 1-3, com a única vitória em cima do time que ainda não venceu ninguém, o Cleveland Browns. Pode até ser que o recorde final não seja o suficiente para exigir uma demissão de Lewis, mas o desgaste da relação entre o técnico e o time pode ser o suficiente para encerrar a relação que já dura 15 anos.

 

John Fox (Chicago Bears)

Depois do sucesso que teve no comando do Denver Broncos, Fox assumiu o Chicago Bears em 2015 com a promessa de tirar o time da lama. O que vimos até agora, no entanto, foi um time bem atolado ainda. Sem dúvidas, podemos dizer que o Bears é um time mais jovem e com muito mais potencial do que era em 2015, quando contava com um elenco velho e caro — alô Jay Cutler e Matt Forte. Ainda assim, John Fox acumulou um total de 9 vitórias e 23 (vinte e três) derrotas em seus dois primeiros anos como técnico em Chicago. Duas vezes último colocado de sua divisão. Em 2017, o time começa a campanha com um 1-3 e novamente lanterna isolado da NFC Norte. Apesar de ainda ter a cartada final chamada Mitchell Trubisky, é extremamente improvável que um quarterback calouro faça com que esse time mude da água para o vinho e consiga manter Fox no cargo.

 

Todd Bowles (New York Jets)

Assim como o outro time da cidade, o Jets também pode dizer adeus ao seu técnico ao fim da temporada. Com um time (muito) abaixo da média, é esperado que os Jatos terminem o ano com o pior recorde da divisão, mesmo estando 2-2. Apesar da responsabilidade pelo fraco elenco do Jets passar longe de ser de Bowles, é mais fácil para o dono do time demiti-lo do que demitir o general manager. Com um elenco minimamente razoável em mãos e com Ryan Fitzpatrick de quarterback, Bowles conseguiu montar um time 10-6 e que, por muito pouco, não beliscou uma vaga na pós-temporada. Com esse elenco desmanchado e a imprensa de Nova York sempre sensacionalista, as contas das derrotas foram caindo em suas costas. Com outra temporada com menos de 5 vitórias, é possível que Bowles também precise entregar currículo no ano que vem.

 

Chuck Pagano (Indianapolis Colts)

Acreditem se quiser, mas foi por pouco que eu esqueci o nome do Chuck Pagano nessa lista. Na verdade, Pagano deveria não só já estar fora dessa lista, como fora do cargo de técnico do Indianapolis Colts. Desde 2015, o Colts não consegue um recorde positivo e não parece que conseguirá em 2017. Mesmo tendo Andrew Luck a sua disposição, Pagano não conseguiu encontrar uma forma de extrair ao máximo a capacidade de seu quarterback, e com isso os torcedores do time tem a sensação de ver um jogador carregando o time nas costas. Com Luck fora da primeira parte da temporada de 2017, o Colts amarga um 1-3 e é difícil acreditar que conseguirá reverter esse cenário quando seu quarterback titular voltar. Com a pressão que o dono do time Jim Irsay terá para demitir Pagano, vai ser difícil bancar ele no cargo por mais uma temporada.

Técnicos que talvez precisem ficar de olho:

  • Sean Payton (New Orleans Saints)

Pelo prestígio que tem, é difícil apontar uma demissão ou algo parecido. Além disso, o time do Saints aponta sinais de recuperação e pode dar um fôlego a mais para o desgaste entre o técnico e o time. No entanto, uma sequência de derrotas pode colocar sua situação em risco.

  • Hue Jackson (Cleveland Browns)

A situação do Cleveland Browns já era esperada dada a remontagem que o time está fazendo. Ainda assim, não podemos deixar de notar o histórico da falta de paciência que o time tem com seus técnicos. Será que Jackson sobreviverá após mais uma temporada com poucas vitórias?

 


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