terça-feira, 13 de agosto de 2019

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Todo ano acompanhamos, semana pós semana, os famosos power rankings, onde os analistas costumam colocar as equipes em ordem de força, de acordo com o momento de cada uma delas. Nem sempre concordamos e nem sempre os power rankings levam em conta aspectos iguais, variando de um para outro, o que torna interessante a discussão.

Logo abaixo, trataremos da parte final do power ranking, ou seja, dos candidatos a pior campanha de 2019. Serão considerados aspectos extra-campo e não serão levados em conta os jogos da pré-temporada, que praticamente não envolvem as estrelas dos times, principalmente na semana 1. O draft de 2020 tem, por exemplo, mais talento na posição de quarterback que no draft de 2019, com nomes como Jake Fromm, Justin Herbert e Tua Tagovailoa, por isso é importante acompanhar o processo.

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Arizona Cardinals


É difícil imaginar e lembrar de um time que teve a pior campanha da liga por 2 anos consecutivos. O próprio sistema da liga é idealizado para que isso não aconteça, com o draft, a free agency e o salary cap. Mas a possibilidade existe. O time do Arizona Cardinals tem bons valores, mas tomou decisões contestadas nesta intertemporada. Uma delas foi escolher Kyler Murray com a primeira escolha geral, para que ele pudesse fazer o esquema do novo treinador principal Kliff Kingsbury funcionar. Com isso, mandou Josh Rosen para Miami, escolha da primeira rodada do ano anterior. A linha ofensiva foi muito mal em 2018 e a defensiva necessita de companhia para Chandler Jones. Se o sistema mágico de Kingsbury não funcionar com Murray, o time tem grandes chances de voltar ao topo do draft em 2020, pois o restante do elenco continua com muitas lacunas que não foram preenchidas.

Cincinnati Bengals


Vencedor de sua divisão há poucos anos, o elenco forte do Cincinnati Bengals de anos atrás acabou. Muitos jogadores foram embora, outros caíram de produção, vários envelheceram. O certo é que o processo de renovação que o Bengals deveria e tentou fazer enquanto tinha um elenco qualificado, não deu nada certo. Drafts ruins, trocas mal feitas e jogadores bem abaixo das expectativas. Provavelmente, as chances de Andy Dalton ser carregado pelo time e chegar ao Super Bowl acabaram. Escolhas de draft se tornaram busts imensos, como John Ross, e estrelas do time como A.J. Green já tem idade de declínio e contrato expirante, se tornando opções caras demais para o time. Até mesmo escolhas elogiadas, como Jonah Williams este ano, não dão sorte e acabam se perdendo em lesões. O elenco não é forte e o novo técnico Zac Taylor terá um belo desafio pela frente. Taylor precisará mostrar o que aprendeu com Sean McVay para que o time não fique entre as piores campanhas da liga.

Oakland Raiders


Uma verdadeira bagunça. É assim que podemos avaliar o Oakland Raiders para 2019. Enquanto o ex-analista e atual general manager Mike Mayock tenta ser a parte racional do time, Jon Gruden parece que parou em 2003, quando venceu o Super Bowl com Tampa Bay. Além disso, o vestiário do time é uma bomba. Reunir Antonio Brown, Vontaze Burfict, Richie Incognito em um time de futebol americano não é uma boa escolha, assim como não é bom reunir Tonho da Lua, Nazareth Tedesco e Sheldon Cooper para um evento de sanidade mental. Reunir Brown, Burfict e Incognito para um evento de saúde mental também não deve ser legal. Brown ameaça aposentar-se caso a NFL não o libere para jogar com seu modelo de capacete antigo e atualmente proibido pela liga. Brown é o maior talento ofensivo do time, sendo que a defesa teve 13 sacks ao todo em 2018, após trocar Khalil Mack. Algumas peças boas chegaram, mas a bagunça em Oakland pode terminar no topo do draft em 2020.

New York Giants


Falando em bagunça, Dave Gettleman é um ás desse quesito. Trocou seu melhor jogador, transformou ele em um jogador de interior de linha defensiva mediano na troca, draftou um quarterback de nível exatamente igual ao titular que está quase aposentando. Fora outras bagunças passadas. O time do New York Giants não tem muita perspectiva e não há jogo de pré temporada com Daniel Jones jogando bem que vá mudar isso. O time tem um corpo de recebedores pobre, com contratos absurdos como o de Golden Tate e uma defesa pobre e enfraquecida. Deus proteja Saquon Barkley das pancadas, pois se ele vier a se lesionar, podemos cravar o Giants na primeira posição do draft de 2020.

Miami Dolphins


Tank é uma palavra incomum de se ver em diálogos relacionados a NFL. Na NBA é comum ver times praticarem a arte de perderem jogos de propósito para terem mais chances de ter uma escolha alta no draft. Na NFL, a rotatividade de atletas é bem alta, por isso corpo mole dos atletas não é comum de se ver. Mas a diretoria tem como “tankar”, reformulando o time todo de uma vez sem nenhum ressentimento e é mais ou menos o que o Miami Dolphins vem fazendo. Com um elenco montado por jovens ainda promissores e veteranos que não deram certo, o está em clara reconstrução. Nem o novo técnico Brian Flores e a troca pelo quarterback Josh Rosen me convencem de que a diretoria pensa em vencer imediatamente. O plano a ser executado é acumular escolhas de draft e bons valores para se desenvolverem até 2020, quando o time terá por volta de 100 milhões de dólares para gastar na free agency. Provavelmente, uma escolha alta de draft deve ajudar muito na reconstrução e a primeira escolha não parece longe do time da Flórida nesse momento.

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