segunda-feira, 23 de setembro de 2019

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Ano após ano, analistas recorrem aos tapes de jogos do futebol americano universitário e analisam os prospectos que estão prestes a se declarar elegíveis para o draft da NFL. Com um dossiê de cada jogador, os analistas que são contratados de cada franquia reportam à diretoria e a comissão técnica sua avaliação com características e defeitos dos jogadores que estarão no draft daquele ano.

No draft então, os jogadores com maiores qualidades e características que fazem sentido para cada time no momento são escolhidos no início do recrutamento, para reforçar as franquias que lhe escolheram. São os casos de Eli Manning, Cam Newton, Kyler Murray, entre outros. Também existem aqueles jogadores que tem a avaliação considerada mais baixa, caem para o final do draft, mas tem características que não encantavam os scouts, mas que funcionam nos sistemas do jogo profissional, casos de Russell Wilson, Dak Prescott e Tom Brady.

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Quando o jogador, tanto do início do draft, quanto do final, não se adapta bem, ou demora um pouco até evoluir e chegar no nível do jogo profissional, ele chega na NFL para ficar no banco de jogadores já consolidados. Há quem acredite que isso é benéfico e ajude o jogador a aprender coisas importantes com o titular, o que é difícil confirmar para quem não vive o dia a dia das franquias de perto.

Neste início da temporada de 2019, vários destes jovens quarterbacks estão sendo colocados à prova em suas equipes, seja por lesão do titular ou por opção técnica. Excluindo Kyler Murray, que é o titular e paixão antiga de seu técnico em Arizona e Jacoby Brissett, que é o titular absoluto em Indianapolis após a aposentadoria de Luck, falaremos de todo o resto do carrossel de quarterbacks desta temporada até o presente momento.

Começando por Josh Rosen, Daniel Jones e Teddy Bridgewater. Os três foram escolhas de primeira rodada com muita expectativa e barulho sobre suas escolhas. Bridgewater, escolhido em 2014 pelo Minnesota Vikings, fez boas temporadas como o quarterback da franquia, até ter uma lesão devastadora que o fez quase perder a perna. De volta, assinou com o New York Jets e depois foi trocado para New Orleans, para ser reserva e futuro herdeiro de Drew Brees. Tem apenas 26 anos e em evolução ainda após a grave lesão. Venceu o jogo da semana 3, em Seattle, tendo uma atuação precisa e pode segurar as pontas quando Drew Brees resolver pendurar as chuteiras.

Rosen ainda não teve lesão grave, mas vive na iminência de sofrer uma desde que entrou na liga, ano passado. Escolhido após Arizona trocar para cima e pegá-lo, tentou sobreviver a cada snap no tenebroso time de Arizona e foi preterido por Kliff Kingsbury esse ano, trocado para Miami após Arizona escolher Kyler Murray no draft desse ano. Em Miami a situação não é muito diferente, mas com Rosen em campo, a evolução do ataque jogando em Dallas contra Dallas foi nítida, e Fitzpatrick não deve voltar ao time. Para Rosen, é continuar sobrevivendo e soltando bonitos passes como ele fez domingo contra uma defesa boa e agressiva.

Daniel Jones foi a escolha mais criticada do draft deste ano. Talvez não pelo seu talento, mas pela posição em que foi escolhido. Mesmo criticado, Jones jogou bem na pré temporada e viu um ataque monótono e sem profundidade com Eli Manning nas semanas 1 e 2. Com o anúncio da titularidade de Jones, todos ficaram apreensivos por sua estreia. E valeu a pena. O garoto enfrentou uma grande desvantagem e a lesão de seu melhor jogador (Saquon Barkley) e virou o jogo em cima do Tampa Bay Buccaneers, em Tampa. Lançou para mais de 300 jardas e 2 touchdowns, com uma capacidade mental muito boa. Ainda não é o novo Tom Brady, mas é um início animador para a era Daniel Jones.

Os outros quarterbacks, são os renegados da lista, que caíram no draft, acabaram virando reservas e agora ganharam chances após lesões de seus titulares. Mason Rudolph, Luke Falk, Kyle Allen, Gardner Minshew. De todos estes, Luke Falk é o que vem jogando o pior futebol, mas muito porque a linha ofensiva do Jets é horrível e Adam Gase não deveria ser técnico de uma franquia da NFL. Falk entrou na Semana 2 após Darnold ficar fora por conta de mononucleose e Trevor Siemian quebrar o tornozelo. Pelas circunstâncias, de nunca ter treinado com os titulares antes e ter seu técnico praticamente jogando contra, Falk é um herói.

Mason Rudolph ainda não mostrou uma produção que nos fizesse acreditar ter vida após a lesão de Ben Roethlisberger, mas vem sendo decente e quase venceu o jogo contra o 49ers fora de casa. Lançou bolas bonitas, mas ainda precisa de mais consistência. Não decepcionou e pode evoluir e vencer jogos para o Pittsburgh Steelers no futuro.

Agora os casos mais surpreendentes, começando por Kyle Allen. O Carolina Panthers começou a temporada com um ataque totalmente dependente de Christian McCaffrey e com Cam Newton jogando um futebol americano lastimável, perdendo as duas primeiras partidas da temporada. Com lesão de Newton, o reserva não-draftado em 2018 Kyle Allen assumiu a titularidade e destruiu. Jogou bem, com passes firmes e precisos, antecipação e postura no pocket que assustaram. Precisa melhorar alguns aspectos mas foi uma estreia de encher os olhos do torcedor com 19 passes completos de 26 tentados, para 261 jardas e 4 touchdowns. Jogando assim, vai ser difícil pedir para Cam Newton voltar ao time.

Por fim, o novo herói americano. Cheio de personalidade, estilo e sangue nos olhos, Gardner Minshew II (que não é filho de Gardner Minshew Sr.) vem sendo a notícia do início de temporada na Flórida. Entrou no lugar de Nick Foles na semana 1 e amassou a secundária de Kansas City, mesmo perdendo o jogo. Jogou bem contra a forte defesa do Houston Texans e quase venceu o jogo, mesmo com uma linha ofensiva capenga. E venceu a forte defesa de Tennessee jogando bem mais uma vez.

Minshew tem 65 passes completos de 88 tentados (73,8% de aproveitamento), 692 jardas, 5 touchdowns e 1 interceptação em 3 jogos. Sem contar a atitude, a presença e a personalidade que Minshew apresentou ao se tornar titular. O comportamento de querer vencer e contagiar seu time é o que Jacksonville procurava desde que draftou Blake Bortles, que claramente não tinha essas características que tem Minshew. Muito menos o estilo do atual titular e novo herói de Jacksonville.

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