terça-feira, 30 de outubro de 2018

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Com a semana 8 finalizada, chegamos à metade da temporada 2018. Algumas equipes já se mostram candidatas ao Super Bowl, outras, em situações bem complicadas, começam a voltar suas atenções para o futuro e outras ainda estão no meio da batalha por uma vaguinha nos playoffs. De fato, ainda há muita coisa por acontecer neste ano, mas caso a temporada acabasse hoje, quem seriam os vencedores dos principais prêmios distribuídos pela NFL todos os anos? Eis aqui os meus vencedores:

NOVATO OFENSIVO DO ANO: RB SAQUON BARKLEY – NY GIANTS

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A temporada 2018 do New York Giants tem sido um completo fracasso. A equipe investiu pesado ao redor do quarterback Eli Manning, com a expectativa do veterano conseguir levar o time aos playoffs e até de volta ao Super Bowl. Apesar do sonho ter acabado muito mais cedo do que se esperava, Barkley tem mostrado porque muitos o consideravam o melhor prospecto do último draft. Ele já correu para 519 jardas e 5 TDs em 111 carregadas, com a boa média de 4.7 jardas por corrida. No jogo aéreo, o running back tem sido tão eficiente quanto no jogo terrestre, acumulando 497 jardas e 2 TDs em 58 recepções.

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Muito foi questionado quanto ao Giants passar a oportunidade de selecionar um quarterback e optar por Barkley. Com todos QBs da classe tendo suas dificuldades nesse primeiro ano, o running back tem feito o máximo possível para justificar a sua escolha. Ele tem tudo para ser a face da franquia por muitos e muitos anos, facilitando a vida do próximo QB que chegar a Nova Iorque.

Menção honrosa: WR Calvin Ridley – Atlanta Falcons

NOVATO DEFENSIVO DO ANO: S DERWIN JAMES – LA CHARGERS

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Esse é um prêmio que hoje estaria virtualmente empatado, na minha opinião, entre o safety do Chargers e Darius Leonard, linebacker do Indianapolis Colts. Ambos têm sido impressionantes como novatos mas, forçado a decidir entre um dos dois, fico com James hoje. Ele acumula 44 tackles, 3.5 sacks, 1 interceptação e 6 passes defendidos na temporada, sendo uma peça crucial na defesa que hoje é ranqueada como a 12ª melhor na NFL. Desde a saída de Eric Weddle, o Chargers não tem um safety tão capaz de mudar a dinâmica de um jogo. James ainda tem muito para evoluir, mas definitivamente tem mostrado o potencial de ser esse tipo de jogador, que decide jogos com jogadas importantes.

Apesar de Leonard também estar produzindo em altíssimo nível, a defesa do Colts é apenas a 26ª na liga. A escolha é discutível mas o impacto que James tem causado em uma das melhores defesas da NFL não é. Isso acaba sendo o diferencial, na minha opinião, para coroá-lo o novato defensivo do ano nesse momento.

Menção honrosa: LB Darius Leonard – Indianapolis Colts

JOGADOR OFENSIVO DO ANO: WR ADAM THIELEN – MINNESOTA VIKINGS

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Pela primeira vez na história da NFL um jogador bateu a marca de 100 jardas aéreas recebidas nas oito primeiras semanas da temporada. Adam Thielen é o responsável pelo feito. Correndo rotas precisas e mostrando mãos extremamente confiáveis, o WR do Vikings lidera a NFL com 74 recepções para 925 jardas. Ele já recebeu 6 passes para touchdown em 2018, ficando atrás apenas de Tyreek Hill do Chiefs e Eric Ebron do Colts com 7 e Antonio Brown do Steelers com 8.. O que mais impressiona é que Thielen faz tudo isso jogando ao lado de Stefon Diggs, considerado o wide receiver número um da equipe e que poderia ser responsável por “roubar” suas oportunidades. Isso não tem acontecido e não importa se alinhado no slot ou nas laterais, Thielen tem sido o principal alvo de Kirk Cousins nos momentos decisivos das partidas. Nada mal para um jogador que foi completamente ignorado no draft de 2013.

Menções honrosas: WR Tyreek Hill – Kansas City Chiefs, RB Melvin Gordon – LA Chargers

JOGADOR DEFENSIVO DO ANO: DE JJ WATT – HOUSTON TEXANS

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O monstro está de volta. Após um começo difícil em 2018, voltando de uma séria lesão sofrida na temporada passada, Watt foi recuperando o melhor de sua forma a cada nova semana e já voltou a ser o jogador completamente dominante que nos acostumamos a ver ano após ano. Ele já acumula 30 tackles, 8 sacks, 10 tackles para jardas negativas, 4 fumbles forçados, 2 passes defendidos e 13 QB hits. Seu crescimento durante a temporada tem impulsionado toda sua equipe, que após um início 0-3, já venceu cinco jogos e lidera a AFC Sul.

A competição pelo prêmio tem sido muito boa, com Aaron Donald do Rams e Khalil Mack do Bears como candidatos que vem fazendo por merecer tanto quanto a estrela de Houston. Apesar de todos serem jogadores que causam um impacto enorme em suas equipes, ainda acredito que o de Watt tem sido um pouco maior.

Menções honrosas: LB Khalil Mack – Chicago Bears, DT Aaron Donald – LA Rams

HEAD COACH DO ANO: SEAN McVAY – LA RAMS

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Sem palavras para descrever o trabalho que esse jovem treinador de 32 anos de idade tem feito em Los Angeles, desde assumir o posto no lugar do veterano e ultrapassado Jeff Fisher. Em 2018 o Rams continua sendo a única equipe que não sabe o que é derrota e muito se deve ao belíssimo trabalho de McVay, que além de desenvolver o QB Jared Goff, soube montar um esquema ofensivo dinâmico em torno do incrível RB Todd Gurley e também soube escolher muito bem seus tecnicos assistentes, como o veterano coordenador defensivo Wade Phillips. Se o Rams hoje sonha com a possibilidade de uma campanha invicta, muito se deve ao trabalho de Sean McVay e seu staff.

Menção honrosa: Andy Reid – Kansas City Chiefs

MVP – MELHOR JOGADOR DA TEMPORADA: RB TODD GURLEY – LA RAMS

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Não seria absurdo se pensar num possível prêmio de “Co-MVPs”, dividido entre Gurley e Patrick Mahomes, QB do Chiefs. Seria a primeira vez que isso aconteceria desde que Peyton Manning, do Colts e Steve McNair, do Titans, dividiram o prêmio em 2003. De fato, Gurley e Mahomes tem feito por merecer a honra, mas minha escolha acabou sendo o running back do Rams.

Gurley tem alavancado a franquia de Los Angeles à uma campanha invicta, liderando a liga com 800 jardas terrestres e 11 TDs. Ele ainda é uma grande ameaça no jogo aéreo, com mais 351 jardas e 4 TDs em 31 recepções, lembrando muito o lendário Marshall Faulk no “The Greatest Show on Turf”.

Mesmo jogando numa posição menos importante que a de Mahomes, Gurley é o foco principal do ataque do Rams. Obviamente que, tirando Mahomes do ataque do Chiefs, a equipe sentiria muito sua falta, porém o Rams sentiria tanto quanto se perdesse seu running back, algo impressionante devido a posição em que ele joga. Se o papel de Mahomes é destribuir a bola para seus ótimos playmakers, o de Gurley é ganhar jardas e facilitar a vida do seu quarterback. Não diminuo o impacto de Mahomes, nem o altíssimo nível que tem apresentado. Apenas valorizo ainda mais o que Gurley tem feito até aqui.

Menção honrosa: QB Patrick Mahomes – Kansas City Chiefs

4 downs

1st & goal: Já se imaginava que Hue Jackson era um seríssimo candidato a não terminar a temporada como head coach do Cleveland Browns, o que eu não esperava era o coordenador ofensivo Todd Haley sendo demitido na mesma semana que ele. Haley era minha aposta para assumir no lugar de Jackson desde o momento que foi contratado, um coordenador experiente que já havia sido técnico principal no Kansas City Chiefs, porém a bagunça ofensiva que tem sido o Browns acabou custando seu cargo também.

O veterano coordenador defensivo Gregg Williams assume interinamente e, na minha opinião, Cleveland não poderia ter feito uma escolha pior. Williams gosta de dar uma de durão mas é impossível que qualquer jogador que tenha um pingo de personalidade respeite uma pessoa que pagava bônus para seus jogadores machucarem adversários propositalmente. É o que Williams fazia comprovadamente, algo inadmissível em qualquer esporte.

2nd & goal: Esta terça-feira marca o limite para trocas na NFL e alguns nomes interessantes poderão estar mudando de time. DeSean Jackson do Buccaneers pediu para ser trocado mas não acredito que a diretoria de Tampa irá atendê-lo. Golden Tate do Lions, Pierre Garçon do 49ers e Kelvin Benjamin do Bills são alguns wide receivers disponíveis. La’Veon Bell do Steelers continua sem jogar e, com James Conner dando conta do recado, pode também ser negociado hoje. Lesean McCoy do Bills é outro que está disponível, numa equipe que claramente já foca no futuro.

Além dos nomes citados, muitos outros ainda podem estar disponíveis neste momento em que várias equipes abrem mão de competir na atual temporada. Muita coisa interessante pode acontecer nas próximas horas.

3rd & goal: A história recente dos quarterbacks do Tampa Bay Buccaneers tem sido bem frustrante. Após um início promissor, parece que Jameis Winston pode estar com os dias contados na franquia. Problemas extra campo e excesso de turnovers tem marcado a carreira do ex-Seminole e, caso Ryan Fitzpatrick mantenha o bom nível mostrado nesta temporada, tudo indica que Winston não atuará mais por Tampa Bay em 2018, forçando a franquia a tomar uma decisão sobre o QB no próximo ano.

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Nada disso é novidade para a torcida do Buccaneers. Em 2009, a franquia investiu outra escolha de primeira rodada em um quarterback. Josh Freeman foi o selecionado e teve um começo muito promissor, melhorando a cada temporada e passando a impressão de ser um verdadeiro franchise QB. Porém, em 2013, tudo foi por água abaixo. Freeman começou a temporada muito mal, completando menos de 50% de seus passes e perdeu a posição para o novato Mike Glennon na semana 3 daquela temporada. Após a equipe tantar trocá-lo sem sucesso, ele foi dispensado. A campanha ruim daquele ano resultou na escolha número um geral, usada para selecionar Jameis Winston. Trágico.

4th & goal: Falando em trágico, uma série de três jogadas consecutivas mostraram, nesse Monday Night Football de ontem, a história do confronto Bills x Patriots nos últimos 18 anos.

Buffalo, liderado pela defesa que fazia o que podia para conter o poderoso ataque do Patriots, perdia o jogo por 18 a 6 no quarto período. Após ter dificuldades o jogo todo, finalmente o anêmico ataque conseguiu uma campanha decente e se encontrava na linha de 25 jardas do ataque, numa 2ª para 10. Derek Anderson, QB que a duas semanas estava semi-aposentado, lançou uma linda bola para o TE Jason Croom que, dentro da endzone, fez o que parecia ser uma excepcional recepção com apenas uma mão. Touchdown Bills, jogo de uma posse novamente, torcida inflamada, defesa bem, jogo aberto por mais inesperado que poderia ser. Não durou muito…

Após a revisão da arbitragem, ficou claro que Croom não evitou que a bola tocasse no chão antes de ter controle da mesma e a jogada foi revertida. Na jogada seguinte, false start do ataque do Bills e menos 5 jardas. Na 3ª para 15, Anderson não viu o safety Devin McCourty fazendo o papel de “Rat defender” na chamada de cobertura man da defesa de New England. Pick 6, 25 a 6 Patriots e fim de jogo.

Além de ser a equipe mais talentosa e mais bem treinada durante o período citado, esse tipo de acontecimento tem sido constante nos duelos entre as duas equipes. Não à toa, Brady possui o impressionante recorde de 29 vitórias e apenas 3 derrotas enfrentando Buffalo em sua carreira.


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