quinta-feira, 15 de agosto de 2019

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Um misto de treinadores no início da carreira com outros campeões de Super Bowl, mas que podem vir a passar por momentos complicados. Veja os treinadores da AFC norte e os desafios que a temporada de 2019 trará para cada um deles.

Uma divisão onde qualquer um dos times pode chegar aos playoffs se as circunstâncias corretas ocorrerem. Os treinadores terão papel mais que fundamental para manter suas equipes nos trilhos e ter um 2019 positivo.

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Mike Tomlin

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O treinador mais jovem a vencer um Super Bowl passa por um momento complicado na sua carreira. Depois de chegar aos playoffs em quatro das últimas cinco temporadas, Tomlin amargou um segundo lugar na divisão, tendo perdido a vaga na semana 17, onde a então estrela do time, Antonio Brown, não entrou em campo. 

Para 2019, além da saída de Brown – trocado para o Oakland Raiders -, o Steelers não contará com Le’veon Bell, que já não havia pisado em campo na temporada anterior devido a uma greve salarial. Com a perda dos seus melhores jogadores das posições de skill e com seu quarterback titular já tendo cogitado se aposentar, o ataque de Tomlin precisa de uma faísca. Agora o time aposta em JuJu Smith-Schuster para assumir o trono de recebedor principal de Ben Roethlisberger, e James Conner para manter a boa performance de 2018, fazendo, dessa forma, que a saída dos citados acima não seja tão sentida.

Muitos falam que Tomlin pode desde já estar sofrendo pressão. Vejo que ainda não é o caso. Contudo, com a repetição de temporada fora dos playoffs, pode ser que a cadeira do treinador comece a esquentar para 2020.

John Harbaugh

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Assim como Tomlin, venceu um Super Bowl relativamente cedo em sua carreira como treinador principal. Além disso, carrega o atual trono de rei do norte da AFC. A questão que paira para o 2019 de John Harbaugh é: o quanto dependerá de uma evolução de Lamar Jackson como passador.

A defesa do Baltimore Ravens, apesar de ter perdido peças de impacto como Terrell Suggs e CJ Mosley, continua como alicerce para a futura campanha do time. A unidade como um todo continua muito consistente, fazendo com que o ataque de Harbaugh seja o interruptor entre a vaga nos playoffs ou fracasso no ano.

O setor ofensivo continua conta com peças interessantíssimas para auxiliar a evolução do jovem quarterback. A escolha de primeira rodada do último draft Marquise “Hollywood” Brown veio para se tornar o principal alvo de Lamar Jackson. Além dele, Miles Boykin surge como mais uma esperança de um jovem grupo de recebedores forte. Harbaugh precisa de Lamar da mesma forma que Jackson precisa de John. A simultaneidade que vai ditar o Baltimore Ravens de 2019.

Zac Taylor

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O treinador calouro tem a dura missão de mostrar que o elo mais fraco da divisão não está em reconstrução, mas sim em uma construção em bases já presentes. Ao todo, observando o plantel da equipe do Bengals, vê-se muitos atletas acima da média em suas posições, que no grupo completo, fazem com que o time pareça melhor do que o que realmente apresenta em campo.

A defesa foi o setor mais criticado da última temporada, ainda que a unidade contasse com Geno Atkins e William Jackson, dois dos melhores jogadores individuais em suas respectivas posições. O ataque, que embora desempenhe resultados relativamente satisfatório quando os jogadores estão saudáveis, conta com o atleta que mais precisa provar valor em toda divisão: Andy Dalton. A próxima temporada é mais do que fundamental para a manutenção ou mudança de nome para a posição mais importante do esporte.

Zac Taylor chega para trazer uma cara nova e moderna para um time que viveu muitos – até que bons – anos de Marvin Lewis à frente. Uma perspectiva ofensiva nos moldes dos ataques de mais sucesso recente pode ser o fator a elevar novamente um Andy Dalton à boas atuações, e, junto do grande elenco ofensivo, alçar algum resultado surpreendente aos olhos das outras franquias da divisão. O jovem treinador tem carta branca nesta temporada, sendo assim, um ano de resultados negativos não deve comprometer seu futuro próximo.

Freddie Kitchens

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De fato em sua primeira temporada como treinador principal do Cleveland Browns, Kitchens tem a dura missão de guiar o time mais quente vindo para 2019. Substituindo o polêmico Hue Jackson após a demissão no meio da temporada passada, Freddie trouxe um esquema ofensivo que favoreceu as características de Baker Mayfield, de forma que o calouro teve uma das melhores temporadas de QB calouro da história da NFL, tendo, inclusive, batido o recorde de mais passes para touchdown na primeira temporada como profissional. 

A quebra de paradigma ligada à teimosia de Hue Jackson em insistir em um sistema que não dava certo fez com que o Cleveland Browns quase voltasse a ter uma temporada positiva, e, ainda, que voltasse à pós temporada. Fatos esses que não ocorrem desde 2007 e 2002, respectivamente.

Para apimentar ainda mais o ano de 2019, a equipe de Ohio entrou em uma troca com o Giants e trouxe Odell Beckham Jr, jogador que traz muita mídia para cima de um time que já estava sendo observada por muitos olhos ao redor da liga. O papel de Kitchens é corresponder às expectativas criadas em torno de sua esquadra. Se conseguirá ou não, é uma outra história, mas fato é que o treinador principal é o que chega com a maior pressão interna e externa por resultados em toda a divisão.

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