quinta-feira, 2 de abril de 2020

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O Los Angeles Chargers resolveu recomeçar depois do fracasso em 2019. A franquia sofreu com muitas lesões e ficou entre as piores da liga. Como resposta imediata, time da Califórnia trocou Philip Rivers para o Indianápolis Colts. A mudança após 16 temporadas, no entanto, não foi inesperada pelo baixo rendimento do camisa 17 no último ano: apenas 23 TDs e 20 INTs. Aos 38 anos de idade, o veterano parece estar acabado. Mas se engana quem pensa que aposta do Colts tenha sido equivocada. 

Novos ares podem fazer bem para Rivers. Vale lembrar que, apesar de estar muito abaixo do esperado, o QB passou das 4.600 jardas contra apenas 2.942 de seu atual “concorrente” de posição, Jacoby Brissett (que ainda pode ser trocado). E os números não param por aí.

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Desde 2006, Rivers não tem uma temporada sequer com menos de 66% de aproveitamento nos lançamentos e, em apenas uma delas, ficou abaixo das 4.000 jardas. Esse pode ser o estopim para levar a franquia do estado de Indiana de volta aos playoffs. Time tinha tudo para conseguir o feito em 2019, mesmo com os números discretos de Brissett, mas perdeu fôlego na reta final. 

O estilo de jogo do ex-jogador do Chargers se encaixa perfeitamente às características do time azul e branco. É um QB alto, imóvel, com boa precisão no pocket e nos passes. Mesmo não sendo mais o jogador de 2010, tem tudo para agregar ao esquema de Frank Reich 10 anos depois.

Colts possui uma brilhante linha ofensiva, liderada pelo jovem Quenton Nelson. Em 2019, time teve o sétimo melhor ataque terrestre da liga mesmo com Marlon Mack perdendo algumas semanas por lesão. Se manter o nível, jogo pelas trincheiras vai tirar a pressão do QB, que consequentemente terá mais tempo para fazer estragos nos lançamentos em profundidade. E sabemos da capacidade de Rivers de criar química com grandes recebedores. T.Y. Hilton é esse cara. Zach Pascal também está em evolução. 

Após se reforçar muito bem defensivamente na free agency, o Draft abre portas para Colts selecionar outros recebedores talentosos. É bom reforçar que a classe de WR em 2020 é brilhante. Apesar de não ter escolha na primeira rodada, devido troca com o 49ers pelo DL DeForest Buckner, bons nomes devem cair para rodadas seguintes. E Chris Ballard, que vem se mostrando um ótimo GM, deve aproveitar.

Rivers também ficou marcado ao longo da carreira pela conexão com TEs, já diria Antonio Gates. E mesmo sem Eric Ebron, trocado para Pittsburgh, Jack Doyle pode voltar a brilhar. Outros nomes devem pintar no Draft ou até mesmo em trocas futuras.

A AFC sul tem se acostumado a ser uma das mais equilibradas da NFL. Contudo, o atual bicampeão Houston Texans aparece na temporada como uma incógnita. O time de Bill O’Brien perdeu nomes de peso, como o WR DeAndre Hopkins (veja mais sobre a troca clicando aqui), e pode perder o reinado nesta temporada. Jaguars também realizou trocas contestáveis, incluindo o QB Nick Foles. Titans e Colts entram em 2020 como favoritos. E um QB experiente do calibre de Philip Rivers pode ser a diferença na disputa pelo título da divisão.

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