terça-feira, 9 de abril de 2019

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O tempo é um fator primordial na carreira de qualquer jogador na liga, mas é ainda mais determinante para os que querem estar na primeira prateleira para o Hall da fama e não terminar somente no Hall dos bons jogadores. Esse é o caso de Philip Rivers, que apesar de ter tido uma carreira muito acima da média, o fato de não ter ganhado um título pesará consideravelmente quando estiver elegível para entrar no mais seleto grupo de jogadores aposentados.

Ano após ano, Rivers sempre manteve um nível muito alto em seu jogo. Independentemente do time que tinha em sua volta, continuava com estatísticas impressionantes, mostrando, dessa forma, que não era produto do time, mas sim, os seus companheiros se beneficiavam por suas atuações.

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Falando de números, o signal caller do Chargers, que fora titular durante 13 anos, acumula 10 temporadas passando de 4000 jardas, além de 6 com mais de 30 passes para touchdown. Todavia, esse bom panorama estatístico na carreira poucas vezes foi traduzido em sucesso para o time na temporada regular e playoffs. Somente 6 aparições na pós temporada, com apenas 5 vitórias. Números baixíssimos por se tratar de um jogador como Rivers. A melhor campanha foi nos playoffs de 2008, quando a equipe, até então de San Diego, chegou à final da AFC, mas acabou derrotada pelo invicto New England Patriots – um detalhe interessante é que o quarterback jogou essa partida com uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho.

Para termos de comparação, os outros dois QBs escolhidos no primeiro round do draft de 2004, Eli Manning e Ben Roethlisberger, foram muito mais vitoriosos quando chegava janeiro, tendo records de 8-4 e 13-8 respectivamente, além de ambos terem ganhado dois Super Bowls.

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Assim chega-se ao ponto chave. Philip faz 38 anos ao fim da próxima temporada, por isso a areia de sua ampulheta já está no fim. É inevitável não traçar paralelos com Eli e Big Ben, já que por serem da mesma classe do draft, analistas nunca deixarão de tentar mostrar que estavam certos ao falar que x ou y teria mais sucesso. Além disso, os três provavelmente estarão elegíveis para o Hall da Fama em anos próximos (lembrando que um jogador fica elegível seis anos após se aposentar), o que dificulta ainda mais as chances do QB de Los Angeles em entrar de primeira, já que a proporção de títulos certamente será fundamental.

Além da comparação com Manning e Roethlisberger, Rivers, caso se aposente sem títulos, entrará no grupo dos melhores jogadores da história que não levantaram uma taça. Por incrível que pareça, grandes nomes (in)felizmente estão nessa lista, tais como Tony Gonzalez, Randy Moss, Barry Sanders, Bruce Smith e Dan Marino. Todos esses jogadores citados estão em discussão ou realmente são os melhores jogadores de sua posição na história, sendo assim, a adição do camisa 17 nesses nomes traria à tona a discussão do real valor de um título: se ter ganho diz muito sobre o jogador ou tem a ver com fatores além da habilidade do principal nome das respectivas equipes.

Para tentar fugir desse cenário, o 8 vezes Pro Bowler tem alguns – poucos – anos para enfim levantar o troféu Vince Lombardi. Na temporada passada, o Chargers foi parado pelo campeão New England Patriots, com Brady mostrando que foi em toda carreira uma pedra no sapato do jogador de Los Angeles, tendo em 8 encontros, 8 vitórias. Já com os olhos na próxima season, Rivers e companhia precisam se preocupar com outro grande problema, esse dentro da própria divisão, Patrick Mahomes, atual MVP da liga, além de seu explosivo ataque. Junto do poderoso Chiefs que chegou à final da AFC, também se encontra o Oakland Raiders, time que, mesmo em reconstrução, pode dar trabalho na divisão devido a adição de Antonio Brown e do que pode vir de suas 5 escolhas nos 3 primeiros rounds do próximo draft, sendo 3 delas no primeiro round. Broncos corre por fora, mas uma temporada de recuperação de Joe Flacco sob o comando ofensivo de Rich Scangarello pode esquentar bastante o frio do Colorado para a temporada que segue.

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O Los Angeles Chargers continua com um plantel muito forte. Com um talento muito alto dos dois lados da bola, o time vem como uma das principais forças da AFC, e isso é traduzido nas casas de aposta, visto que só fica atrás de Patriots e Chiefs. A ascensão de jogadores na temporada passada deixa a expectativa por essa equipe ainda mais intrigante, o safety calouro Derwin James sendo selecionado para o 1st team all pro, além de ter sido pro bowler e o WR Mike Williams mostrando que tem seu valor por ter sido escolha de primeira rodada em 2017 são bons exemplos da juventude que esse time tem, que somada a fortes nomes veteranos como Keenan Allen, Melvin Ingram e o próprio Philip Rivers deixam um mix de geração muito poderoso e com tudo para ir longe novamente.

Sendo assim, Rivers vem com tudo para buscar seu principal objetivo antes que seu tempo chegue ao fim. Por tudo que fez em sua carreira, é um dos jogadores que mais merecem se aposentar com um anel em casa, porém, como nem tudo é só merecimento, o QB terá que mostrar em campo que tem o que é preciso para fugir do grupo encabeçado por Dan Marino. Dentre toda essa discussão só uma coisa é certa: os torcedores do Chargers desejariam muito que os títulos de Philip fossem proporcionais a sua vontade de fazer filhos.

 

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