terça-feira, 2 de abril de 2019

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Abril finalmente chegou! O mês do Draft está aqui e este se trata de um dos eventos mais importantes de toda a pré-temporada, com a possibilidade de reabastecer os times com talentos jovens e que poderão fazer a diferença no curto a médio prazo. Desta forma, continuamos a nossa sequência de prévias e necessidades das 32 equipes separadas por suas respectivas divisões. Sem mais delongas, hoje é dia de falar sobre a AFC Norte.

Baltimore Ravens

Necessidades: WR, iOL, EDGE, LB

Escolhas: 22, 85, 102, 113, 123, 160, 191, 193

O Baltimore Ravens deu início a uma nova era da franquia ao longo da última temporada. Lamar Jackson é o novo QB e Joe Flacco foi trocado para o Broncos. Ozzie Newsome não é mais o GM e cedeu o lugar para Eric DeCosta. Agora, é o momento de focar em criar boas condições para que Jackson possa evoluir como passador e se tornar o que a equipe tanto deseja. Também faz parte do trabalho de DeCosta dar continuidade ao processo de rejuvenescimento da defesa.

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Pensando primeiro no ataque, o grupo de recebedores já não era dos melhores no ano passado e está em situação precária no momento. Willie Snead e Chris Moore seriam as duas principais opções para Lamar, o que deixa essa como uma necessidade gritante. Dessa forma, encontrar um WR alto e físico deve estar alto na lista de prioridades do novo GM e pode ser atacada com um jogador como N’Keal Harry (Arizona State), Hakeem Butler (Iowa State) ou Kelvin Harmon (NC State).

No que diz respeito à proteção para o passe e abertura de espaços para corridas, o miolo da OL precisa de alguma atenção. Matt Skura não é a solução como C, a posição de LG ainda não está consolidada e Marshal Yanda está cada vez mais próximo da aposentadoria. Por isso, encontrar um jogador de alto nível para encorpar este setor parece uma boa ideia. Entre os candidatos podem ser listados Garrett Bradbury (NC State), Chris Lindstrom (Boston College), Elgton Jenkins (Mississippi State) e Erik McCoy (Texas A&M).

No lado defensivo da bola, as saídas de Terrell Suggs e Za’Darius Smith deixaram o time carente de opções de primeira classe entre os pass rushers. O time espera que Tyus Bowser e Tim Williams deem os próximos passos em suas evoluções, mas somente Matthew Judon já tem alguma produção comprovada na NFL. Assim, algum jogador para a função deve chegar via Draft. Por fim, a perda de CJ Mosley deixou a franquia com um grupo muito raso de LBs e, mesmo que a equipe decida ir para a temporada com Patrick Onwuasor e Kenny Young como os titulares, será necessário adicionar peças para a rotação.

Cincinnati Bengals

Necessidades: LB, OL, QB

Escolhas: 11, 42, 72, 110, 149, 183, 198, 210, 211, 213, 223

Depois de dezesseis anos sob o comando de Marvin Lewis, o Cincinnati Bengals finalmente tem um novo treinador. Com a chegada de Zac Taylor, começa um novo período para a franquia e, por mais que não seja a necessidade mais urgente, a seleção de um novo quarterback não pode ser descartada. A equipe pode cortar Andy Dalton para liberar mais de US$ 16 milhões da folha salarial sem deixar nenhum resíduo e começar a planejar um futuro com novas peças. Com isso, um movimento atrás de Kyler Murray (Oklahoma), Dwayne Haskins (Ohio State) ou até Drew Lock (Missouri) não pode ser descartado.

De um ponto de vista de prioridades mais urgentes, o grupo de LBs em Cincinnati está em situação lastimável, com apenas opções abaixo da média, como Preston Brown, Nick Vigil e Malik Jefferson. Isto torna a escolha de um nome como Devin White (LSU) ou Devin Bush (Michigan) bastante plausível. Ainda no lado defensivo, algum auxílio na rotação de safeties ou do interior da DL podem ser interessantes, só que não devem ser vistos como necessidades majoritárias, a não ser que um nome como Ed Oliver caia no dia do Draft.

No ataque, além da já citada possibilidade de um QB ser o alvo, a linha ofensiva precisa de ajuda. Cordy Glenn é um bom jogador e Billy Price foi uma escolha de primeira rodada no ano passado, o que dá ao Bengals duas peças de base. No entanto, o resto com Bobby Hart como RT e nomes como Clint Boling, John Miller e Alex Redmond como guards, fica claro que investir algum capital de Draft neste setor é uma ideia prudente, como forma de maximizar o impacto de Joe Mixon e ajudar a estabilizar a produção do quarterback, seja ele Andy Dalton ou um calouro.

Cleveland Browns

Necessidades: CB, S e, em menor escala, DT, OL e LB

Escolhas: 49, 80, 119, 144, 155, 170, 189, 221

Pela primeira vez em muito tempo, o torcedor do Cleveland Browns realmente tem motivos para ficar otimista. Baker Mayfield teve um ótimo ano de calouro e terá estabilidade na comissão técnica, uma vez que Freddie Kitchens foi promovido para o cargo de treinador principal da equipe. Além disso, as trocas por Odell Beckham Jr e Olivier Vernon sanaram buracos que o time já tinha. Sendo assim, trata-se de um elenco jovem, com amplo potencial e já com bastante qualidade.

O maior ponto fraco do plantel se encontra na secundária. Em primeiro lugar, não existe um CB confiável para formar a dupla titular com Denzel Ward. O que o time tem são diversos nomes que podem trazer alguns snaps de qualidade, mas não irão gerar estabilidade para a defesa. Contudo, sem uma escolha de primeira rodada, o Browns deve perder os principais jogadores da posição na classe e ter que se contentar com atletas como Julian Love (Notre Dame) ou, se der sorte, Amani Oruwariye (Penn State).

Caso os CBs já tenham sido selecionados, um S pode ser a escolha, já que Jabrill Peppers foi enviado para o Giants e apenas Damarious Randall parece ser uma opção viável no elenco. Por isso, jogadores como Juan Thornhill (Virginia) ou, principalmente, Chauncey Gardner-Johnson (Florida) podem fazer sentido. Em outras partes do plantel, a necessidade maior é por peças que possam proporcionar profundidade, como entre os DTs, LBs, OL e TEs,

Pittsburgh Steelers

Necessidades: WR, LB, EDGE, CB, S

Escolhas: 20, 52, 66, 83, 122, 141, 175, 192, 207, 219

As saídas de Antonio Brown e Le’Veon Bell nessa offseason marcaram o fim oficial dos chamados Killer B’s no ataque do Steelers. Agora, o time terá que reabastecer seu sistema ofensivo enquanto vê a aposentadoria de Ben Roethlisberger cada vez mais próxima e uma defesa cheia de buracos que precisam ser tapados urgentemente. Neste cenário, é visível que o GM Kevin Colbert terá muito trabalho nas próximas semanas.

A defesa tem necessidades em todos os níves. Apenas a DL entrega desempenhos acima da média, mas o pass rush pouco produz além de TJ Watt. O grupo de LBs sofre desde a lesão trágica de Ryan Shazier e tem Mark Barron como adição recente, mas ainda é pouco. Já na secundária, Joe Haden é um veterano de bom nível entre os CBs, mas nomes como Artie Burns, Steven Nelson e Mike Hilton não geram medo nos ataques adversários, por mais que possam ter algum papel decente no time. Entre os safeties, Terrell Edmunds precisa provar porque foi escolhido na primeira rodada do último Draft, assim como Sean Davis. Todo este conjunto de buracos tornam alvos como Devin Bush, Juan Thornhill, Nasir Adderley (Delaware), Chauncey Gardner-Jonhson e Greedy Williams (LSU).

Enquanto isso, a saída de Antonio Brown obrigará o time a promover mais um WR, o que tem sido uma das especialidades da franquia nos últimos anos. Como JuJu Smith-Schuster tem produzido muito bem jogando majoritariamente no slot, o ideal seria mantê-lo assim e mirar em adicionar um novo recebedor que pode impactar na produção do time pelas laterais do campo. Quando se considera isso e a tendência do Steelers de buscar jogadores muito atléticos para a posição, Hakeem Butler e Miles Boykin (Notre Dame) surgem como opções que passam pelo filtro.


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