segunda-feira, 8 de abril de 2019

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O mês do Draft está aqui e este se trata de um dos eventos mais importantes de toda a pré-temporada, com a possibilidade de reabastecer os times com talentos jovens e que poderão fazer a diferença no curto a médio prazo. Desta forma, continuamos a nossa sequência de prévias e necessidades das 32 equipes separadas por suas respectivas divisões. Sem mais delongas, hoje é dia de falar sobre a AFC Oeste.

Denver Broncos

Necessidades: QB, DT, LB, iOL

Escolhas: 10, 41, 71, 125, 148, 156, 182, 237

O Denver Broncos trocou de treinador e trouxe Vic Fangio, um dos melhores coordenadores defensivos da liga nos últimos anos, para comandar um elenco que tem apresentado resultados de meio de tabela ultimamente. Além disso, John Elway seguiu com as movimentações em busca de um QB para substituir Peyton Manning. Depois de tentar a sorte com Trevor Siemian, Paxton Lynch e dar um contrato alto para Case Keenum na última temporada, o executivo puxou o gatilho em uma troca por Joe Flacco, que deve ser o titular na posição nessa próxima temporada.

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No entanto, a presença de Flacco, um titular que pode ser, no máximo, mediano, não deve impedir a franquia de pensar no futuro. Por isso, um QB está certamente em jogo por aqui e nomes como Dwayne Haskins (Ohio State), Kyler Murray (Oklahoma) e Drew Lock (Missouri) são escolhas bastante cotadas na primeira rodada. Ainda no ataque, depois de consolidar os seus OTs com a escolha de primeira rodada de 2017 Garret Bolles e com a cara aquisição de Ja’Wuan James na última Free Agency, o Broncos precisa pensar em suprir a saída do C Matt Paradis e em ocupar o posto de OG ao lado de Ron Leary.

As outras necessidades mais importantes da equipe estão em fortalecer o miolo de sua defesa. Tanto entre os DTs e os ILBs, a rotação está escassa em talentos, com peças pouco atléticas e com um teto baixo. Com um bom nome já em Derek Wolfe e um jogador que deve receber mais espaço em Shelby Harris, fechar o grupo titular com Ed Oliver (Houston) parece um sonho possível para a franquia. Já entre os LBs, a saída de Brandon Marshall deixou Todd Davis e Josey Jewell como os principais atletas da posição no elenco, o que é um problema. Assim, Devin White (LSU), Devin Bush (Michigan) ou Mack Wilson (Alabama) podem ser opções interessantes.

Kansas City Chiefs

Necessidades: EDGE, LB, CB

Escolhas: 29, 61, 63, 92, 167, 201, 214, 216

Um dos melhores ataques do ano passado com a sensação Patrick Mahomes comandando uma unidade explosiva, o Kansas City Chiefs ficou muito perto de alcançar o Super Bowl. Depois de um final amargo para a temporada, a equipe tem o propósito de ajustar defeitos e, dessa vez, dar o próximo passo. No lado ofensivo, a maior perda foi a saída do C Mitch Morse, mas com uma OL já estabelecida e entrosada, sua ausência deve ser menos sentida.

Com isso, o foco passa totalmente para o lado defensivo, onde o time tanto sofreu em 2018 e os sinais não são muito positivos para o próximo campeonato até o momento. Único ponto amplamente funcional da defesa do Chiefs, o pass rush perdeu seus dois principais nomes em Justin Houston e Dee Ford, com o primeiro sendo cortado e o segundo trocado. Depois, Emmanuel Ogbah e Alex Okafor chegaram, mas representam uma queda considerável de nível. Por isso, encontrar um EDGE que possa causar impacto consistente é uma prioridade.

Além disso, entre os LBs a dupla formada por Reggie Ragland e Anthony Hitchens sofreu muito, sobretudo contra o passe e o GM Brett Veach pode buscar uma melhoria nesse Draft. Já na secundária, a presença de Kendall Fuller e as chegadas de Bashaud Breeland e Tyrann Mathieu ajudarão positivamente, mas ainda faltam peças. Um bom CB para atuar pelas pontas e dar a chance de Fuller voltar ao slot, onde teve desemepenho de elite, parece uma medida prudente. Nesta situação, Deandre Baker (Georgia) e Amani Oruwariye (Penn State) são opções que devem estar disponíveis nas duas primeiras escolhas da equipe e seriam bons encaixes.

Los Angeles Chargers

Necessidades: OT, iDL, WR, DB

Escolhas: 28, 60, 91, 130, 166, 200, 242

Em sua segunda temporada desde que voltou a ser o Los Angeles Chargers, a franquia alcançou os playoffs com uma ótima campanha de 12-4, mas acabou derrotada pelos eventuais campeões Patriots nas Semifinais de Conferência. Já na reta final da carreira de Philip Rivers, é preciso começar a planejar quem será seu sucessor ao mesmo tempo em que se está em um momento de mentalidade de “vencer agora”.

O primeiro passo é seguir com os investimentos para melhorar a situação da linha ofensiva. Os OGs Forrest Lamp e Dan Feeney ainda não mostraram a que vieram e a situação na posição de RT é lastimável. Por isso, a ideia de selecionar alguém que possa ocupar algum desses postos na primeira rodada é um atrativo. Entre os nomes que podem ser cotados estão Cody Ford (Oklahoma) e, principalmente, Dalton Risner (Kansas State). Ainda no ataque, prestar atenção em um WR que possa ajudar a esticar o campo e complementar Mike Williams e Keenan Allen pode ser prudente, ainda mais depois da saída de Tyrell Williams.

Já na defesa, o problema segue o mesmo do ano passado. Apesar de ter uma das duplas de pass rushers mais temidas da NFL, o time sofre para gerar pressão pelo interior e se aproveitar de situações favoráveis. Além disso, a defesa terrestre ainda pode melhorar. Para proporcionar este combo, Jeffery Simmons (Mississippi State) e Jerry Tillery (Notre Dame) seriam tiros certeiros do GM Tom Telesco. Por fim, um CB para contribuir com a rotação de Desmond King, Casey Hayward e Trevor Williams pode ser um alvo no terceiro dia do Draft.

Oakland Raiders

Necessidades: EDGE, CB, TE, RB, LB

Escolhas: 4, 24, 27, 35, 106, 140, 218, 235

O Oakland Raiders foi um dos times mais ativos dessa offseason, com uma série de movimentos que tornaram um dos piores elencos da NFL algo mais aceitável e capaz de disputar jogos com maior intensidade. Com amplo capital de Draft, a equipe ainda pode subir seu teto e, de repente, se tornar interessante. O problema é que ainda restam uma série de problemas que o GM Mike Mayock e o HC Jon Gruden terão que resolver, principalmente na defesa.

Tudo começa no pass rush, já que a troca que resultou na saída de Khalil Mack rendeu muita munição para a diretoria investir nesse ano, mas também deixou um grupo totalmente incapaz de gerar pressão ao longo da última temporada. Dessa forma, investir na posição é uma necessidade urgente e deve ser feito mais do que uma vez nesse Draft, com pelo menos uma das escolhas de primeira rodada certamente dedicada a isso. Pensando na posição, Brian Burns (Florida State), Josh Allen (Kentucky), Clelin Ferrell (Clemson), Rashan Gary (Michigan), Chase Winovich (Michigan) e Montez Sweat (Mississippi State) podem ser alvos nas quatro seleções iniciais da equipe. Além disso, caso Quinnen Williams (Alabama) caia para a quarta posição, não seria chocante se adicioná-lo fosse a decisão da franquia, por mais que o setor já tenha profundidade e talento jovem.

Entre os LBs, as chegadas de Brandon Marshall e Vontaze Burfict melhoram um pouco a situação, mas ainda se trata de um grupo envelhecido e que mais serve para realizar a transição para jogadores mais jovens. No grupo de CBs, é preciso encontrar atletas que possam atuar ao lado de Gareon Conley e isto também deve ser algo que a equipe vai visar cedo. Por fim, a saída de Jared Cook deixou um buraco na sala de TEs, o que deve ser suprido com uma das escolhas de meio de Draft com algum prospecto como Jace Sternberger (Texas A&M), Kahale Warring (San Diego State) ou Dawson Knox (Ole Miss).


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