sexta-feira, 2 de novembro de 2018

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Como foi abordado há algum tempo, talvez este seja uma das melhores temporadas considerando a posição de quarterback. A grande maioria dos times está confortável com seu jogador seja para agora ou para o futuro. Mas como todos sabemos, muito pode acontecer em uma temporada. Quarterbacks que eram confiáveis podem afundar e perder rapidamente a confiança em um curto período de tempo, vide o caso de Jameis Winston no Buccaneers que acabou indo para o banco depois de lançar quatro interceptações na última semana. Além de que as franquias precisam de um reserva ao menos confiável para casos de tragédia. Ou seja, mesmo com a situação de aparente contentamento dos times quanto a suas peças na posição, o mercado de quarterbacks não para.

Se observarmos o passado recente, há alguns fatores principais que trazem valor a um quarterback perante o mercado. O primeiro deles e levado muito em conta é de quem esse quarterback é reserva. Afinal, entre ser reserva de Tom Brady e ser reserva de Marcus Mariota existe um universo de diferença, certo? Há uma crença de que adquirir um jogador que ficou no banco para um quarterback elite pode ter mais sucesso, pois aprendeu com um dos melhores na liga. Um exemplo muito citado neste caso é Aaron Rodgers, que ficou na reserva de Brett Favre antes de assumir o manto em Green Bay. Outro fator levado em conta são pequenas amostragens que esse quarterback tem quando dado tempo de campo para ele, muitas vezes em virtude de lesão do titular. Exemplos disso? Jimmy Garoppolo que substituiu com sucesso Tom Brady durante sua suspensão na temporada de 2016 e Brock Osweiler que substituiu Peyton Manning em jogos da temporada de 2015. E é claro que há situações também de titulares sendo substituídos para dar lugar a jovens talentos, como aconteceu (até agora com muito sucesso) em Kansas City com a saída de Alex Smith para dar lugar a Patrick Mahomes.

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Esses fatores são garantidos? Como praticamente tudo na liga, não. O San Francisco 49ers parece ter encontrado seu futuro ao trocar pelo já citado Jimmy Garoppolo com o New England Patriots. O quarterback está fora da temporada com um rompimento no ligamento, mas não há nenhuma discussão sobre quem estará under center nos próximos anos em Santa Clara. Já o outro citado, Osweiler foi um completo fiasco. Após ser reserva do time campeão do Super Bowl de 2015, assinou com o Texans por 72 milhões de dólares e em seu primeiro ano conseguiu o recorde de interceptações da franquia em uma temporada, indo para o banco para dar lugar a Tom Savage. Ou seja, pode dar muito certo, como também pode dar muito errado.

Pensado em cenários assim para 2019, listarei alguns quarterbacks que podem interessar o mercado e até mesmo acabar trazendo valor de troca para seus times:

Titulares

Jameis Winston: a paciência parece estar se esgotando com o quarterback. Depois de lançar 4 interceptações na última partida foi para o banco dando lugar novamente para Ryan Fitzpatrick. Winston não tem mostrado a evolução que se espera para uma primeira escolha geral e ainda não se firmou como um quarterback titular sólido. Não é difícil de imaginar uma situação em que o Bucs optem pela opção de quinto ano de contrato apenas para tentar capitalizar com uma troca sobre o jogador.

Marcus Mariota: situação bastante a semelhante à seu colega de classe. Até ano passado a desculpa era uma comissão técnica com ideias ultrapassadas. Para este ano, essa justificativa não vale. Essa segunda metade da temporada será crítica para Mariota. Ele precisa mostrar serviço.

Dak Prescott: depois de um 2016 muito bom, quando colocou Tony Romo no banco, Prescott mostrou regressão na segunda metade de 2017 e neste início de 2018. É claro que seu grupo de recebedores é um dos menos impressionantes da liga, mas isso é desculpa somente até certo ponto. Outro agravante em sua situação é o contrato: como não foi escolha de primeira rodada, não existe a opção de quinto ano, o que acelera muito sua timeline.

Derek Carr: Carr não produziu ano passado o esperado e esse ano tem mantido a mesma tônica. Além disso Jon Gruden se auto proclama um “guru de quarterbacks” e pode querer alguém novo para construir. Dado a tudo o que aconteceu e está acontecendo no Raiders, nenhum cenário pode ser descartado.

Reservas

Nick Mullens: este aqui é uma incógnita gigante e talvez nem deveria aparecer aqui, ao menos não ainda. Mullens teve ontem sua primeira partida como titular na vida. OK, o adversário foi o fraquíssimo Raiders, mas sua performance foi impressionante: 72,7% de passes completos, 262 jardas, 3 touchdowns e um passer rating quase perfeito (151,9). Se o jovem quarterback receber mais chances e mostrar evolução, o 49ers poderá conseguir algo por ele na próxima intertemporada.

Nick Foles: Foles talvez seja o reserva de maior valor hoje, afinal é o único com um MVP de Super Bowl no currículo. Com um Wentz inteiro entrando em 2019, possivelmente será um alvo de troca, nem que seja para servir como ponte para um futuro quarterback.

Robert Griffin III: hoje é o terceiro quarterback no Ravens, mas Griffin já mostrou que é um jogador da NFL. Se provar que consegue se manter saudável pode muito bem ser uma opção sólida para uma equipe desesperada.

Teddy Bridgewater: Bridgewater é um caso a parte. Teve seu início ascendente no Vikings interrompido por uma triste lesão no joelho que quase acabou com sua carreira. Porém está de volta e parece saudável. A questão aqui é como o Saints considera o jogador: apenas um seguro caso percam Bress? Um quarterback para o futuro?


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