segunda-feira, 8 de julho de 2019

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Após 10 temporadas tendo mais derrotas do que vitórias em temporada regular, o Los Angeles Rams quebrou este recorde negativo finalizando a temporada de 2017 com 11 vitórias e 5 derrotas. Liderada pelo jovem treinador Sean McVay, a nova-velha franquia de Los Angeles conquistaria o título da NFC West pela primeira vez desde 2003. 

A temporada de 2017 marcou o renascimento do QB Jared Goff, então primeira escolha geral do Draft de 2016. O segundanista teve uma temporada de calouro para se esquecer, lançando 7 interceptações em 7 jogos e tendo uma porcentagem de passes completos de apenas 54,6 %.

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Sean McVay e a reedição do “The Greatest Show on Turf 

Photo by Steve Dykes/Getty Images

O Los Angeles Rams saiu do pior ataque em pontos da liga em 2016 para o melhor em 2017. Foram 478 pontos anotados na temporada 2017, o 4º maior número na história da franquia. O responsável por essa metamorfose do ataque? Sean McVay, o treinador mais jovem na era moderna da NFL. Aos 30 anos, ele superou Lane Kiffin, que tinha 31 quando comandou o Oakland Raiders em 2007. 

Este ataque avassalador é muito parecido com um dos melhores da história da franquia e da NFL –  o Greatest Show on Turf com Kurt Warner, Marshall Faulk e cia. Entre o final dos anos 90 e início dos anos 2000, o hoje Los Angeles Rams teve um dos ataques mais prolíficos da história, anotando 526 pontos na temporada de 1999. Na citada temporada, Kurt Warner lançou para 41 touchdowns e liderou a franquia ao título do Super Bowl XXXIV, batendo o Tennessee Titans por 23 a 16. 

Aos 33 anos, Sean McVay já acumula duas idas aos playoffs em suas duas temporadas como treinador principal de uma franquia da NFL. Sua mente brilhante transformou uma franquia que não chegava à pós-temporada desde 2004. Jared Goff teve uma melhora surpreendente com a chegada do novo treinador, tendo um aproveitamento de 62,1 % de passes completos em 2017 contra 54,6 % em 2016. 

Todd Gurley, escolha de primeira rodada do Draft de 2015, também teve uma evolução impressionante comparada à temporada de 2016. Com Sean McVay, Gurley ganhou o prêmio de melhor jogador ofensivo da temporada em 2017, tendo 2093 jardas totais e 19 touchdowns, sendo 13 correndo com a bola e 6 recebendo passes. O jovem treinador transformou o ataque da água para o vinho. 

2018: A cereja que faltou no bolo do Rams

Dale Zanine-USA TODAY Sports

Com um ataque totalmente redefinido e uma base mantida para 2018, o Los Angeles Rams foi agressivo na Free Agency. Com bastante espaço em seu teto salarial, a franquia investiu pesado em suas principais necessidades e adquiriu, via troca, nomes como os Cornerbacks Marcus Peters (Kansas City Chiefs) e Aqib Talib (Denver Broncos) e o Wide Receiver Brandin Cooks (New England Patriots). Também assinou com o free agent Ndamukong Suh, Defensive Tackle ex-Miami Dolphins. 

Antes caracterizado por um ataque dominante, agora o Los Angeles Rams também contava com uma defesa fortíssima. Aaron Donald, escolha de primeira rodada e selecionado 5 vezes para o Pro Bowl, é discutivelmente o melhor jogador defensivo da liga e sozinho já eleva o patamar de uma defesa. Não à toa, recebeu uma extensão contratual de 6 anos e 135 milhões de dólares, sendo 87 milhões totalmente garantidos, tornando-se o 2º jogador defensivo mais bem pago da história da liga, atrás “apenas” de Khalil Mack, do Chicago Bears. 

A temporada de 2018 foi ainda melhor do que a anterior. O Los Angeles Rams começou a temporada regular com uma sequência avassaladora de 8 vitórias em 8 jogos, o melhor início da franquia desde 1969. O Rams terminou a temporada regular com um recorde de 13 vitórias e apenas 3 derrotas, igualando a 2ª melhor marca de vitórias da franquia e se tornando a equipe de Los Angeles com o maior número de vitórias em uma única temporada regular na NFL. 

Após bater o Dallas Cowboys nas semifinais de conferência, o Rams chegou à final da NFC pela primeira vez desde Janeiro de 2002. Na semana seguinte, derrotaram o New Orleans Saints e carimbaram uma vaga no Super Bowl, quebrando um tabu que já durava 16 anos. Após uma temporada espetacular, a cereja do bolo seria a conquista de mais um Vince Lombardi, mas o Rams acabou sendo derrotado para o New England Patriots por 13 a 3, o menor número de pontos da história em um Super Bowl. Mas nada que apagasse a belíssima e promissora temporada da franquia de Los Angeles. 

O que o futuro reserva para o Los Angeles Rams? 

Photo by Christian Petersen/Getty Images

O Los Angeles Rams possui uma equipe com muito talento nos dois lados da bola. A facilidade em que o ataque tem de marcar pontos atrás de pontos é a mesma em que a defesa tem de gerar sacks e turnovers. Neste momento, há poucos pontos fracos na equipe e a mesma tem tudo para dominar a NFC West por um bom tempo. 

Com seus principais jogadores como Aaron Donald, Brandin Cooks e Todd Gurley tendo contrato por pelo menos mais 5 anos, seu general manager, Les Snead, desempenhando um bom trabalho fora de campo e um treinador ainda jovem e com muitas ideias, o Los Angeles Rams está na famosa janela onde todos gostam de estar: a janela de Super Bowl. 

Les Snead, o gerente da franquia, tem feito um excelente trabalho mantendo os principais jogadores na equipe. Mas não só isso. As escolhas de Snead nos Drafts têm se mostrado bastante acertadas até aqui. Nomes como o de Greg Zuerlein, Cooper Kupp, John Johnson, entre outros, são alguns dos exemplos de jogadores que foram selecionados em rodadas mais tardias e que renderam acima do esperado. Além, é claro, de jogadores como Aaron Donald e Todd Gurley, ambos escolhas de primeira rodada. 

Também há de se ressaltar o trabalho feito para abrir espaço na folha salarial da equipe, como a troca de nomes como Alec Ogletree e Robert Quinn. Negociações cirúrgicas, escolhas certeiras, trocas que deram muito certo… Tudo isso é fruto do bom trabalho que Les Snead desempenha para a franquia. 

Rams está pronto para ganhar um Super Bowl. Não o fez neste, pois faltou-lhe experiência, decorrência dos muitos jovens jogadores que a franquia possui. Para se ter uma ideia, a equipe tinha média de 25 first downs por partida. No Super Bowl? Apenas quatorze em todos os 60 minutos. Também tinha a ótima marca de 43% de sucesso em terceiras descidas. No Super Bowl? Míseros 23%. A verdade é que não é fácil enfrentar Tom Brady e Bill Belichik, ainda mais se tratando de Super Bowl. O próprio Sean McVay reconheceu ao final do jogo, afirmando que foi “dominado pelos rivais”. 

Se a franquia conseguir manter a base, sofrer mínimas consequências na free agency e continuar selecionando bons valores no Draft, tem tudo para chegar a mais um Super Bowl sob o comando de Sean McVay e cia. Mas desta vez chegam mais prontos, mais experientes e preparados para enfrentar qualquer adversário, seja ele qual for. Desempenhando o futebol americano que encantou a todos ao redor do mundo, o Los Angeles Rams tem totais condições de levantar mais um Vince Lombardi em sua história. 

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