segunda-feira, 11 de maio de 2020

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Há alguns dias, escrevi aqui um texto sobre os quarterbacks pressionados para 2020. Pressionados pela capacidade que já demonstraram, pela qualidade do resto do time, ou simplesmente por serem uma incógnita em uma franquia que se cansou de perder. As vezes a pressão faz bem, as vezes, ela faz muito mal.

No caso do presente texto, alguns quarterbacks entraram na liga com muita expectativa e pressão sobre essa expectativa toda. Reagiram bem em alguns momentos e se mostram prontos para o próximo passo na carreira. A classe de QBs do Draft de 2019 está em plena evolução e fará peso nesta lista. Entretanto, o espaço amostral deles ainda é pequeno para uma análise profunda e mostraremos traços de qualidades que fazem com que a evolução deles tenha causado esperança.

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Vamos a lista:

Josh Allen (Buffalo Bills) 

Allen foi duramente contestado por analistas na época em que se declarou para o Draft, por ser o protótipo Paxton Lynch: alto, braço forte, confiança alta e baixo processamento mental. Allen é extremamente atlético e vem evoluindo como passador, mesmo que modestamente. O ataque de Buffalo vem sendo muito bem montado em função dele e bem treinado, ele vem em plena evolução como passador e nos aspectos mentais do jogo, suas maiores incógnitas ao sair da universidade.

Lamar Jackson (Baltimore Ravens)

A evolução, tanto de Jackson, quanto do esquema do ataque em Baltimore foi louvável de 2018 para 2019. John Harbaugh entendeu como usar melhor seu QB e tentou passar isso para o jogador, que terminou 2019 como MVP da temporada. Jackson, um atleta de elite, entendeu a importância de sua mecânica e precisão em alguns momentos do jogo, para sua habilidade de ganhar jardas com as pernas não ficar marcada. Em 2020, Jackson precisa trabalhar ainda mais o posicionamento da bola e a mecânica, para melhorar os passes mais complicados em direção a linha de lado do campo.

Kyler Murray (Arizona Cardinals) 

Murray tem um talento natural que faz parecer que se tornar uma estrela é questão de tempo. Vai se tornar? Não sabemos. Mas ele tem as ferramentas e o treinador que roda um esquema para lhe proporcionar isso. Além do braço forte e habilidoso que veio do beisebol, Murray tem a mobilidade e a habilidade de fazer passes difíceis com a base toda estranha. Sua capacidade mental vem evoluindo, para ajudar nessa habilidade de improviso, além de ganhar um presentinho muito bom nessa intertemporada: DeAndre Hopkins.

Daniel Jones (New York Giants)

Outro extremamente criticado por analistas na época do seu Draft, Jones realmente não era uma escolha de top 10 naquele ano. Mas também não era um fiasco como algumas pessoas desenhavam. Tinha problemas de torque na mecânica, que geravam pouca força nos lançamentos, mas o processamento mental, a precisão e o posicionamento da bola estavam lá e eram bons. Jones foi colocado no lugar de uma lenda de uma franquia famosa no maior mercado consumidor do país. E se deu relativamente bem. Adicionando algumas peças para lhe proporcionar ajuda e continuando a evolução de sua mecânica e um pouco de força bruta mesmo no braço, Jones vem para incomodar a NFC Leste.

Dwayne Haskins (Washington Redskins) 

Uma linha defensiva abarrotada de talento. Um backfield bem completo. E um novo treinador. Haskins, que evoluiu muito entre as suas temporadas jogando em Ohio State, pelo futebol americano universitário, tem uma grande oportunidade de evolução neste ano também, por ter uma defesa de elite e um ataque minimamente decente. Ao contrário do senso comum, que acha que Haskins é móvel e corredor por ser negro, o QB da franquia da capital é um pocket passer com várias qualidades deste tipo. Tem um braço e uma mecânica polidos o suficiente, tem presença de pocket, precisão e o aspecto mental e de liderança que são necessários em momentos de reconstrução.

Drew Lock (Denver Broncos) 

Uma das grandes torcidas aqui no Brasil, o Denver Broncos finalmente tem motivos pra sorrir. O time parece ter encontrado seu QB e foi atrás de armá-lo com boas peças no Draft. Se os problemas da proteção forem resolvidos, Denver tem tudo para ver o potencial de Lock, outro duramente criticado na época do Draft, explodir. Com um braço forte, confiança nos lançamentos e evoluindo em questões de jogo de pés e processamento mental, Lock pode roubar a cena lançando para um ataque cheio de peças boas em seu arsenal, como Courtland Sutton, Noah Fant, Philip Lindsay, e os recém chegados, Melvin Gordon, KJ Hamler e Jerry Jeudy.

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