terça-feira, 25 de setembro de 2018

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A classe de quarterbacks do draft de 2018 era tida como especial. Por um ano inteiro os torcedores de equipes que necessitavam de um novo QB se animavam ao acompanhar os prospectos Josh Rosen e Sam Darnold jogando em UCLA e USC respectivamente. A cada semana que se passava, Baker Mayfield em Oklahoma e Lamar Jackson em Louisville mostravam qualidades que os colocavam na disputa de melhor prospecto da classe. Enquanto isso na pequena universidade de Wyoming, Josh Allen continuava a intrigar scouts e torcedores, com todos os atributos físicos mais desejados para um jogador da posição na NFL.

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O dia do draft chegou e os cinco jovens promissores foram selecionados na primeira rodada. De maneira geral, Mayfield e Darnold eram considerados as melhores combinações de talento natural, potencial e preparo para já render cedo. Rosen era o mais preparado já desde o primeiro dia na liga, porém questões sobre seu caráter e um suposto teto mais baixo que o das outras opções, fizeram com que ele ficasse atrás dos dois primeiros nomes. Allen e Jackson, de maneiras diferentes, eram os projetos que necessitariam de mais desenvolvimento, porém com talvez o maior potencial da classe.

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Browns, Jets, Bills, Cardinals e Ravens selecionaram os promissores QBs. As duas primeiras equipes escolheram as duas melhores opções na opinião da maior parte dos especialistas. O Bills apostou no maior risco/recompensa de Allen, deixando Rosen disponível para o Cardinals. Baltimore gastou a última escolha da primeira rodada selecionando o dinâmico Jackson.

O Exercício

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Entrando na semana 4, todos os novatos já receberam tempo de jogo em suas respectivas equipes. Dois deles já são titulares, outros dois acabaram de ganhar o posto também e o único restante recebe seus snaps todo jogo, em situações específicas. Mas para este exercício, proponho que esqueçam as situações em que esses quarterbacks se encontram em suas equipes e foquem apenas na visão que tinham de cada um deles no processo pré-draft. Olhando as estatísticas abaixo, como você nomearia cada uma das opções?

(Estatísticas: Passes completos/ tentados, % de passes completos, jardas totais, média de jardas por tentativa, TDs, INTs, fumbles, rating, QBR. Número de corridas, jardas terrestres e TDs.)

QB A: 4/7, 57.1%, 36 jardas, 5.14 média, 0 TDs, 1 INT, 0 FUM, 31.5 rating, 69.1 QBR. 1 corrida, 12 jardas.

QB B: 1/4, 25%, 24 jardas, 6.0 média, 0 TDs, 0 INTs, 1 FUM, 52.1 rating, 26.7 QBR. 9 corridas, 45 jardas.

QB C: 17/23, 73.9%, 201 jardas, 8.74 média, 0 TDs, 0 INTs, 1 FUM, 100.1 rating, 94.9 QBR. 2 corridas, -2 jardas.

QB D: 56/93, 60.2%, 701 jardas, 7.54 média, 3 TDs, 5 INTs, 1 FUM, 72.0 rating, 32.7 QBR. 8 corridas, 0 jardas.

QB E: 39/70, 55.7%, 515 jardas, 7.36 média, 2 TDs, 2 INTs, 3 FUM, 76.8 rating, 45.2 QBR. 22 corridas, 97 jardas, 2 TDs.

Minhas Respostas

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Suponhamos que eu estivesse voltando do Alaska, após cinco meses sem nenhum contato com a NFL e sem saber quais franquias selecionaram seus respectivos QBs. Minhas respostas, baseadas nas expectativas que eu tinha sobre cada um no processo de recrutamento, seriam:

QB A: Baker Mayfield: Imaginaria que ele ainda teria jogado muito pouco e tido alguma dificuldade na sua primeira oportunidade. Teria um bom ganho em seu único scramble.

QB B: Josh Allen: Outro que teria tido pouco tempo no campo, mas por sua vez enfrentando muitas dificuldades sendo ainda tão cru. No seu único jogo teria hesitado demais e tentado se salvar correndo com a bola.

QB C: Josh Rosen: Pra mim o QB mais pronto da classe, teria recebido sua primeira oportunidade como titular e mostrado sua qualidade. Não seria uma atuação sensacional, porém bem segura evitando interceptações e completando a maioria dos passes. Devido a sua falta de mobilidade, suas duas corridas seriam um desastre.

QB D: Sam Darnold: Estaria jogando como titular todos os jogos e mostrando flashes de toda sua qualidade, porém tendo muitos problemas com turnovers, o que não me surpreenderia devido ao seu histórico no futebol universitário.

QB E: Lamar Jackson: Teria sido selecionado por um time que necessitava de um QB titular já para o começo da temporada e assumido esse posto. Estaria produzindo bem com suas pernas e sendo um passador produtivo o suficiente para um começo de carreira, se aproveitando do respeito das defesas adversárias à sua capacidade no jogo corrido.

O Gabarito

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Primeiramente, estas são as identidades corretas dos QBs no exercício:

QB A: Josh Rosen – Cardinals

QB B: Lamar Jackson – Ravens

QB C: Baker Mayfield – Oklahoma

QB D: Sam Darnold – Jets

QB E: Josh Allen – Bills

Essa ordem não significa apenas o gabarito do exercício acima, mas também o ranking de cada opção no meu “QB board” pré-draft. Rosen era meu QB1, seguido de Jackson, Mayfield, Darnold e Allen. Sem saber sobre as circunstâncias em que se encontram, não seria nenhuma grande surpresa inverter Rosen e Mayfield no exercício, como fiz. A outra inversão errada, na minha resposta, foi entre Jackson e Allen. Meu único acerto foi Darnold e explicarei minha linha de raciocínio.

O novato do Jets era o quarto QB no meu board exatamente por me assustar demais com decisões duvidosas, trabalho de pés inconsistente e excesso de interceptações e fumbles. Darnold é talvez o QB mais talentoso do grupo, mas tenho minhas dúvidas quanto à sua capacidade de se tornar menos propício a turnovers. Sua mentalidade de apostar muito na sua capacidade de completar qualquer tipo de passe sempre o fará forçar lançamentos que não deve, coisa que já vimos nessa temporada.

Já a inversão entre Jackson e Allen é devida, em partes, às situações em que se encontram em suas equipes, mas muito por um deles estar me surpreendendo bastante em suas oportunidades. O QB do Ravens tem, por enquanto, um veterano consolidado à sua frente. Seu coordenador ofensivo, Marty Mornhinweg, ocupava o mesmo posto no Philadelphia Eagles em 2009, quando a equipe deu uma segunda chance a Michael Vick, que acabara de cumprir sua pena na prisão pelo envolvimento num escândalo de rinhas de cachorros. A maneira que Vick foi usado naquela temporada lembra muito como Mornhinweg vem aproveitando Jackson nesse seu início de carreira, um mix de “Wildcat QB” e ameaça alinhando como WR e executando corridas ou jogadas de passe através de “reverses”. É uma maneira de aproveitar sua habilidade atlética enquanto ele se desenvolve mais.

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Já Allen tem se mostrado muito mais preparado do que a grande maioria das pessoas esperavam. Quem realmente tem acompanhado sua evolução desde o início dos training camps e pré temporada, tem visto um talentoso QB que realmente possui muitas qualidades para ser bem sucedido na NFL. Ele é inconsistente com a colocação de seus passes, mas sua postura no pocket, capacidade de estender jogadas, liderança e a velocidade de seus passes impressionam demais. Ele toma algumas decisões bem equivocadas, mas raramente tem cometido o mesmo erro duas vezes, outro ponto positivo. Allen tem mostrado a capacidade de fazer os jogadores ao seu redor renderem melhor, qualidade importantíssima considerando o grupo de recebedores do Bills. Continuando nesse caminho, ele surpreenderá muita gente, como me surpreendeu até aqui.

Ainda é muito cedo para podermos afirmar com certeza se acertamos ou erramos nas nossas avaliações dessa promissora classe de QBs. Até o fim da temporada, ou com a chegada das próximas, muitas coisas podem mudar, Jared Goff e Dak Prescott que o digam. Porém me sinto confiante em afirmar que essa classe de 2018 realmente é especial. Hoje, confio na capacidade dos cinco se tornarem bons titulares e me surpreenderia muito caso, pelo menos três, não alcancem esse status.

4 DOWNS

1st & goal: A algumas semanas atrás, escrevi sobre a complicada situação do RB Le’Veon Bell, do Steelers. Entrando na semana 4 da temporada regular, começam os boatos sobre uma possível troca envolvendo o jogador. O Jets seria o time interessado e, de fato, vejo com bons olhos essa movimentação por parte do time de Nova Iorque. Bell facilitaria muito a vida do QB novato, com toda sua versatilidade. Outra equipe que, na minha opinião, seria muito interessante com Bell no backfield, seria o Colts.

2nd & goal: Carson Wentz voltou. Após praticamente um ano fora dos gramados por conta de uma lesão no joelho, o QB liderou o atual campeão Eagles a uma difícil vitória em Indianápolis contra o Colts. Ele terminou o dia completando 25 de 37 passes para 255 jardas, com 1 TD e 1 INT. Sua mobilidade pareceu a mesma de sempre e ele foi bem eficiente nos passes no meio do campo. A grande maioria dos seus passes foram feitos na formação shotgun e as tentativas nas laterais, fora dos números, foram menos eficientes, geralmente um pouco altas. De maneira geral foi uma ótima primeira impressão após tanto tempo fora, ótima notícia para a torcida do Eagles.

3rd & goal: Os fãs de NFL em Los Angeles não têm do que reclamar. Após ficar sem time por 21 anos, a cidade agora conta não apenas com uma boa equipe, mas duas. O Rams é o time sensação da NFC pelo segundo ano consecutivo, contando com uma defesa recheada de talentos e um ataque super criativo, comandado pelo técnico Sean McVay. Mas o Rams não é a única boa equipe da cidade. Comandado pelo QB Philip Rivers, o Chargers também possui muito talento nos dois lados da bola. Apesar do início 1-2, não se engane, esse time tem condições de brigar na AFC. Ótimo momento para os torcedores de LA.

4th & goal: 41-9. Esse é o placar em favor do Bills contra seus oponentes desde que o CB Vontae Davis se aposentou no intervalo do jogo contra o Chargers, na semana passada. Obviamente, esse não é o principal motivo da reviravolta em Buffalo, mas é inegável que a vergonhosa atitude do veterano mexeu com o brio de seus ex-companheiros de equipe. A realidade é que a defesa do Bills jogou como a pior da NFL por seis quartos nos dois primeiros jogos e como a melhor da liga nos seis quartos seguintes. Não seria absurdo esse grupo terminar como uma das 15 ou 20 melhores defesas da NFL.


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