segunda-feira, 11 de maio de 2015

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domingo nobre - L32

A última segunda-feira marcou o limite máximo para os times usarem a “5th year option”, ou “a opção do 5º ano”, em jogadores selecionados na primeira rodada do draft de 2012, mas o que isso significa e o que os times fizeram?

Você que acompanha a NFL há algum tempo deve se lembrar da eminente ameaça de lockout que assombrou a liga em 2011, onde os jogadores ameaçaram greve por conta do fim do último acordo até então assinado entre o “sindicato” dos jogadores e os donos dos times.

Pois bem, não tivemos greve e a última CBA, algo traduzido como  “Acordo de Barganha Coletivo”, assinada em 2011, entre outras coisas, estabeleceu padrões para o salário dos novatos, além de obrigatoriamente terem um tempo de contrato definido de acordo com a rodada em que foi selecionado.

Para os jogadores selecionados na primeira rodada, o contrato é de 4 anos com esta opção de quinto ano, o que garante ao time uma espécie de “franchise tag” no jogador, numa forma de segurá-lo por mais uma temporada com contrato de calouro, se o time assim quiser.

Pois bem, para os jogadores selecionados no top 10 do draft em questão, o valor desta opção corresponde à média dos 10 maiores salários na temporada anterior na posição do jogador em questão. Para jogadores selecionados entre #11 e #32 overall, o cálculo é o mesmo, o que muda é a base, onde é calculado o valor da opção com a média do 3º até o 25º maior salário da posição. Quer saber se seu time escolheu contar com o jogador selecionado na primeira rodada em 2012 para a temporada de 2016? Boa leitura!

#1 overall pick – Indianapolis Colts

QB Andrew Luck – Opção de 5º ano EXERCIDA por US$16.155.000,00

Uma decisão óbvia. Luck ganhou 36 jogos em 3 anos (incluindo playoffs) e vem de temporada onde liderou a liga em TDs. Este salário que ganhará em 2016 será pouco perto da extensão eminente que deverá assinar com o Colts.

#2 overall pick – Washington Redskins

QB Robert Griffin III – Opção de 5º ano EXERCIDA por US$16.155.000,00

O Redskins aposta que Griffin retornará a forma de calouro ofensivo da liga em 2012 ao exercer sua opção. O problema é que RG3 nem conseguiu ganhar a vaga de Colt McCoy na última temporada e jogará pelo emprego nas próximas temporadas, onde recebeu mais uma chance, tamanho investimento feito pelo time para selecioná-lo nesta altura do draft.

#3 overall pick – Cleveland Browns

RB Trent Richardson – Opção de 5º ano NÃO EXERCIDA (trocado em 2013)

O jogador, após uma sólida temporada de calouro caiu em desgraça após a mega-troca que o enviou ao Colts. Tentará se reerguer no Raiders, mas com um salário muito abaixo do que ganharia com a opção.

#4 overall pick – Minnesota Vikings

OT Matt Kalil – Opção de 5º ano EXERCIDA por US$11.096.000,00

Após ir ao Pro Bowl como calouro, Kalil foi piorando ano após ano e já teve que conviver com críticas durante a última temporada, quando questionaram sua presença como LT titular da equipe. Operou os dois joelhos recentemente e é uma aposta do Vikings.

#5 overall pick – Jacksonville Jaguars

WR Justin Blackmon – Opção NÃO EXERCIDA (Suspenso)

Não há muito que dizer, apenas que é um gigantesco desperdício de talento. O jogador, suspenso por tempo indeterminado, possivelmente nunca mais atuará na NFL.

#6 overall pick – Dallas Cowboys

CB Morris Claiborne – Opção NÃO EXERCIDA

Selecionado após um trade-up na noite do draft como grande estrela de LSU, falhou em se tornar o jogador que esperava que fosse. Com razão, o Cowboys não exerce a opção no jogador que teve a temporada de 2014 reduzida a 4 jogos por conta de lesões.

#7 overall pick – Tampa Bay Buccaneers

S Mark Barron – Opção NÃO EXERCIDA (Trocado)

Um dos únicos DBs a ser duas vezes All-American no College jogando por Alabama, Barron não conseguiu causar impacto na NFL e foi trocado para o Rams em 2013 durante a temporada, mas não conseguiu se reerguer na carreira.

#8 overall pick – Miami Dolphins

QB Ryan Tannehill – Opção EXERCIDA de US$16. 155.000,00

Ancorado por uma das piores linhas ofensivas da NFL (Satele foi titular durante a temporada!) Tannehill faz um trabalho decente como titular do Dolphins. Na liga do passe, o time da Florida faz bem em reter seu QB.

#9 overall pick – Carolina Panthers

LB Luke Kuechly – Opção EXERCIDA de US$11.058.000,00

Juntamente com Andrew Luck, a escolha mais óbvia. Calouro defensivo do ano em 2012 e jogador defensivo do ano em 2013, Luke é o ponto central da boa defesa do Panthers e com certeza receberá uma megaextensão condizente com seu desempenho até agora na carreira.

#10 overall pick – Buffalo Bills

CB Stephon Gilmore – Opção EXERCIDA de US$11.082.000,00

O jogador, que começou a carreira devagar no Bills, evoluiu muito seu jogo durante a passagem de Doug Marrone como treinador principal do time e, a ponto do Bills achar que merecerá 11 milhões em 2016.

#11 overall pick – Kansas City Chiefs

DT Dontari Poe – Opção EXERCIDA de US$6.146.000,00

Uma das surpresas da primeira rodada, Poe se tornou um jogador sólido no miolo da linha defensiva do Chiefs e silenciosamente se tornou um dos bons NT da liga. A desvalorização da posição faz o valor parecer baixo perto do que o atleta vem jogando até então, sorte do Chiefs.

#12 overall pick – Philadelphia Eagles

DE Fletcher Cox – Opção EXERCIDA de US$7.799.000,00

Mesmo com boatos que seria envolvido numa troca pela 2ªescolha geral do draft desse ano, a manutenção do ex-jogador de Mississippi State era crucial para o mínimo sucesso defensivo do Eagles na temporada, e foi o que de fato aconteceu.

#13 overall pick – Arizona Cardinals

WR Michael Floyd – Opção EXERCIDA de US$7.320.000,00

Selecionado para aprender com Larry Fitzgerald e assumir a posição no futuro, Floyd excedeu as expectativas e hoje pode-se dizer que é a principal arma do ataque aéreo do Cardinals, graças a (inevitável) decadência de Fitzgerald. Como isso só deve aumentar, o Cardinals segura o jovem por mais um ano.

#14 overall pick – St. Louis Rams

DT Michael Brokers – Opção EXERCIDA de US$6.146.000,00

O jogador, que numa linha defensiva monstruosa que deve alinhar com Long-Donald-Fairley-Quinn, teria espaço em ¾ dos times da liga, mas será um reserva de luxo no Rams, auxiliando na rotação para que todos cheguem inteiros ao final dos jogos mas mantendo a qualidade.

#15 overall pick – Seattle Seahawks

LB Bruce Irvin – Opção NÃO EXERCIDA

A primeira grande surpresa até aqui. Irvin se tornou um especialista em pass rusher em Seattle, que estranhamente não vai pagar os quase 8 milhões de dólares que o jogador receberia em 2016. Caso vá para o mercado dos jogadores livres após a próxima temporada, será um dos mais disputados.

#16 overall pick – New York Jets

LB Quinton Coples – Opção EXERCIDA de US$7.751.000,00

O Jets vai pagar o valor para exercer o contrato do jogador, torcendo para que ele finalmente jogue tudo o que demonstrou durante seu tempo na universidade. Agora com Todd Bowles, tem tudo para explodir de vez naquela que pode ser a melhor defesa da AFC.

#17 overall pick – Cincinnati Bengals

CB Dre Kirckpatrick – Opção EXERCIDA de US$7.507.000,00

Mais uma das várias escolhas altas que o Bengals usou em DBs nos recrutamentos recentes, Kirckpatrick, mesmo que demorando para ser titular, esperou seu momento chegar e agora é figura constante na secundária do time de Ohio, principalmente após a saída de Terence Newman para o Vikings.

#18 overall pick – San Diego Chargers

LB Melvin Ingram – Opção EXERCIDA de US$7.751.000,00

Considerado um dos grandes steal do draft, visto que era cotado como uma escolha top 10 daquele draft, Ingram batalhou com seguidas lesões e desempenhos ruins no começo da carreira, mas devido ao valor relativamente baixo da opção, o time da California resolveu apostar em mais um ano do ex-Gamecock, que até agora tem 29 jogos e 6.0 sacks na carreira.

#19 overall pick – Chicago Bears

LB Shea McClellin – Opção NÃO EXERCIDA

Uma das grandes surpresas, McClellin, projetado como uma escolha de segunda rodada, saíra naquele momento para o Bears. Mas o jogador não conseguiu impactar positivamente a defesa do Bears, uma das piores dos últimos anos e, salvo uma grande mudança, 2015 deverá ser seu último ano em Chicago.

#20 overall pick – Tennessee Titans

WR Kendall Hunter – Opção EXERCIDA de US$7.320.000,00

O principal alvo de RG3 em Baylor faz uma carreira mediada entre os profissionais por enquanto. Muito prejudicado pela situação indefinida na posição de QB é verdade, mas o fato é que com Marcus Mariota e após flashes de talento, o jogador tem tudo para explodir em 2015 nesse revigorado ataque do Titans.

#21 overall pick – New England Patriots

DE Chandler Jones – Opção EXERCIDA de US$7.799.000,00

O principal “sack artist” do Patriots, Jones, quando saudável, vem sendo de grande utilidade para o time. Porém sua durabilidade é questionada, já que ficou fora de vários jogos importantes em sua curta mas impactante carreira, o que não impediu o Patriots de exercer seu direito sobre o ex-jogador de Syracuse.

#22 overall pick – Cleveland Brows

QB Brandon Weeden – Opção NÃO EXERCIDA (Dispensado)

Que tal o Browns, que escolhe na primeira rodada um QB de 28 anos de idade? Weeden foi uma máquina de turnovers em Cleveland e não demorou muito para ser dispensado. Agora backup do Cowboys, nem de longe valeria o valor contratual que o time poderia exercer sobre ele.

#23 overall pick – Detroit Lions

OT Riley Reiff – Opção EXERCIDA de US$8.070.000,00

Uma das escolhas mais seguras daquele draft, Reiff se tornou silenciosamente um rocha na proteção ao lado cego de Matt Stafford em Detroit, a ponto da opção de pouco mais de 8 milhões anuais parecer pouca perto do que o time terá que desembolsar em 2016, caso queira manter o bom jogador por lá.

#24 overall pick – Pittsburgh Steelers

OG David DeCastro – Opção EXERCIDA de US$8.070.000,00

O então primeiro jogador de miolo da linha ofensiva selecionado não decepciou. Mesmo com recorrentes lesões que o impediram de estar frequentemente em campo no começo da carreira, a espera do Steelers na recuperação e a confiança a ponto de o selecionarem aqui valeu a pena, já que a linha ofensiva do time tem mérito no fato de serem um dos ataques mais potentes da liga.

#25 overall pick – New England Patriots

LB Dont’a Hightower – Opção EXERCIDA de US$7.751.000,00

A segunda escolha do Pats naquele draft, um dos líderes daquele time de Alabama, campeão nacional em 2011, se tornou uma máquina de tackles pelo time de Brady e Cia. Sua versatilidade em jogar como defensive end em situações óbvias de passe e seu desempenho na cobertura ao TE são notáveis, assim como sua habilidade contra o jogo corrido, tornando a escolha aqui óbvia.

#26 overall pick – Houston Texans

DE Whitney Mercilus – Opção NÃO EXERCIDA (Renovou por 4 anos)

O Texans preferiu não esperar pela opção do 5º ano e tratou logo de recentemente dar uma lucrativa extensão contratual de 4 anos e US$26 milhões de dólares com o jogador. Isso demonstra o desempenho satisfatório do jogador, que mesmo sofrendo com algumas lesões, causa impacto na linha defensiva quando está disponível.

#27 overall pick – Cincinnati Bengals

OG Kevin Zeitler – Opção EXERCIDA de US$8.070.000,00

O jogador, surpresa saindo no fim da primeira rodada, começou a carreira como titular imediato do miolo da linha ofensiva do Bengals, e faz um bom trabalho até então. Raramente figura na lista dos machucados e esta talvez seja uma das causas que levarão o Bengals a pagar pouco mais de 8 milhões por seus serviços em 2016.

#28 overall pick – Green Bay Packers

LB Nick Perry – Opção NÃO EXERCIDA

Saindo de USC como a grande estrela da defesa do Trojan, Perry não coloca números espetaculares na carreira até agora. Longe disso, o jogador batalha para enfim ser titular no combalido grupo de LBs do Packers e ao que tudo indica jogará pela continuação da carreira em Wisconsin na temporada de 2015, já que será seu quarto e último ano de contrato com o Packers.

#29 overall pick – Minnesota Vikings

S Harrison Smith – Opção EXERCIDA de US$5.278.000,00

Escolha alternativa para o Pro Bowl em 2013, o jogador vem se mostrando um nome confiável em meio a secundária problemática do Vikings nos últimos anos. Se a secundária é ruim, sem Smith poderia ser pior. A desvalorização da posição nos últimos anos derrubou o valor da opção para safeties, o que torna a decisão óbvia para o Vikings.

#30 overall pick – San Francisco 49ers

WR AJ Jenkins – Opção NÃO EXERCIDA (Trocado)

Uma das piores escolhas do draft de 2012, foi trocado na temporada seguinte por Jon Baldwin do Chiefs, outro fracasso, apenas para que as franquias não passem o vexame de dispensarem os jogadores, escolhas de primeira rodada outrora. Jenkins sofreu com lesões e um desempenho terrível nos treinos, o que levou a ter um impacto nulo com a camisa do 49ers.

#31 overall pick – Tampa Bay Buccanners

RB Doug Martin – Opção NÃO EXERCIDA

Após uma fantástica temporada de calouro, culminando com mais de 1400 jardas e a seleção para o Pro Bowl, o “rato com músculos” como foi apelidado, sofreu uma brusca queda de desempenho na carreira. Lesões limitaram muito seu tempo em campo é verdade, mas a média de jardas por tentativa só cai, o que muito provavelmente culminou para 2015 ser o último ano de Martin jogando pelo Bucs.

#32 overall pick – New York Giants

RB David Wilson – Opção NÃO EXERCIDA (Aposentado)

Os atuais campeões na época pensaram estar se reforçando com uma ótima arma para o jogo corrido e mesmo para o jogo aéreo de Eli Manning. Porém, as lesões assombraram a carreira do jogador, que até demonstrou flashes que poderia ser ótimo para o lado azul de Nova Iorque, mas infelizmente foi obrigado a se aposentar em 2013, devido a sérias complicações graças a uma lesão no pescoço.

A seu ver, seu time agiu certo ao fazer a opção de quinto ano no calouro? Deveria ter feito diferente? Deveria ter trabalhado uma extensão anteriormente para não jogar no chamado “contract year” ou último ano de contrato e assim correr o risco de sair? COMENTE!

Obrigado por lerem.

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