segunda-feira, 30 de maio de 2016

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Faz tempo que o QB Aaron Rodgers reclama do uso excessivo de microfones na beira do campo. A NFL os utiliza tanto para a formação do som ambiente durante as partidas como para clips e documentários produzidos pela NFL Films.

Mas após uma séria lesão em que seu companheiro de time Randall Cobb teve um pulmão perfurado, na derrota para o Arizona Cardinals nos playoffs da temporada passada, Rodgers foi além e criticou duramente o uso dos chamados microfones “on-player”, que são fixados diretamente no equipamento de alguns atletas para captarem especificamente os diálogos e demais ruídos desses jogadores.

Durante um programa de rádio na época do Super Bowl, Cobb levantou a suspeita de que sua contusão poderia ter sido agravada pelo módulo transmissor do microfone que ele carregava naquela partida, mas afirmou que não teria como provar essa teoria.

Recentemente Rodgers trouxe à tona novamente esse fato em um podcast do ex-colega de time A.J. Hawk. “Não me sinto confortável sendo microfonado, e afirmo: Randall Cobb teve uma séria lesão ano passado no jogo de playoffs, e acredito – e ele e o time também – que essa lesão foi causada por ele estar usando o microfone”. “Ele sentiu a lesão exatamente onde estava o transmissor do microfone e teve uma lesão interna que o tirou do jogo e provavelmente o teria tirado do resto da pós-temporada”. “O ponto em que seu pulmão foi perfurado é diretamente adjacente ao transmissor do microfone”.

Outra questão levantada por Rodgers é que essa prática tira a autenticidade do jogo porque ele reage de forma diferente quando sabe que seu áudio está sendo captado. A preocupação seria de que adversários poderiam  analisar os vídeo de jogos e decodificar contagens de snap e audibles, por exemplo.

“Sim, acredito que seja muita informação”, disse Rodgers. “Em 2008 não havia comunicação por voz dos técnicos com a defesa e toda a orientação era feita através de sinais. Isso foi parte do problema do Spygate, quando filmaram esses sinais. Hoje na maioria das vezes ambos os Guards usam microfones que captam tudo o que os QBs falam. Acredito que isso seja uma vantagem competitiva para a defesa e faz você trabalhar muito mais duro para codificar sua linguagem. Isso faz parte do jogo, mas acho que o acesso é muito grande.”

Rodgers tem razão em se preocupar. A adição de audios de dentro do campo enriquecem muito a transmissão das partidas mas a segurança dos atletas e a integridade do esporte devem estar sempre em primeiro lugar. Episódios como o Spygate, como Rodgers citou, estão aí para provar que existem pessoas dispostas a aproveitar qualquer oportunidade que resulte em vantagem dentro de campo, mesmo que essa atitude extrapole os limites do Fair Play.

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