quinta-feira, 3 de outubro de 2019

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Um dos favoritos para chegar ao Super Bowl, New Orleans Saints viveu momentos de pânico após a lesão do QB Drew Brees. O jogador fraturou o polegar da mão direita em choque com o gigante Aaron Donald, na partida contra o Rams. A expectativa de retorno era de 6 a 8 semanas. Torcida e especialistas já temiam o pior, projetando apenas 2 ou 3 vitórias neste período. Não foi o que aconteceu até o momento.

A defesa se reinventou após alguns jogos ruins e teve atuações simplesmente magníficas contra Seahawks e Cowboys. Lembrando que são dois fortes concorrentes de conferência. Jogando em Seattle, time não sentiu pressão do estádio mais barulhento da NFL e anulou as ações de Wilson e cia. Até mesmo o CB Eli Apple, muito criticado pela torcida nos últimos anos, forçou fumble de Chris Carson que foi retornado para TD. E parece que mesmo quando as coisas estão difíceis para Sean Payton e seus assistentes, eles arrumam uma fórmula de manter o alto nível.

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Contra Dallas, no Superdome, a postura foi igual. Defesa cobriu rotas dos recebedores com perfeição, parou o jogo terrestre de Ezekiel Elliott e uma das melhores linhas ofensivas da liga e forçou turnovers. Bela demonstração que os fãs de New Orleans estavam esperando. E realmente essa unidade tem talento de sobra em todos os setores do campo. Possui bons LBs na cobertura de rotas. A secundária começou a temporada na primeira marcha, mas agora engrenou. E os pass-rushers tem conseguido pressionar os QBs e inibir as ações terrestres.

 

Kicker Wil Lutz foi o único a anotar pontos para o Saints na partida contra o Cowboys. Foram 4 FGs para dar a vitória ao time da casa por 12 x 10. Mas se exaltamos o belo trabalho da defesa, o outro lado da bola, que era a principal preocupação sem Brees, também tem dados sinais de produção. Alvin Kamara voltou a correr bem com a bola e sair para receber passes. Michael Thomas também apareceu em momentos decisivos para desafogar o QB reserva, Teddy Bridgewater. E o plano de jogo de Sean Payton encaixou perfeitamente. Rotas curtas, estabelecer jogo terrestres, mais jogadas imprevisíveis e aposta nas principais armas ofensivas.

Esse time tende a evoluir cada vez mais. Não é de se esperar que Bridgewater protagonize lançamentos em profundidade ou que o ataque vai abusar de grandes jogadas ofensivas. Mas se adaptando cada vez mais a esse estilo de jogo e com a evolução da defesa semana a semana, podemos esperar o Saints com 5 ou 6 vitórias até a volta do bye, quando provavelmente Drew Brees já estará saudável. 

Fato é que quando o camisa 9 estiver pronto, essa equipe se torna a favorita ao título da NFC. E pensando ainda maior, fica no mesmo patamar de Chiefs e Patriots, apontados hoje como os dois melhores da NFL. É claro que há outras franquias com extrema qualidade e podem ameaçar a passagem do Saints para o Super Bowl. Rams, Eagles, Packers, Bears e os próprios Cowboys e Seahawks podem surpreender. 

Existe um fator, no entanto, que pesa muito na balança de New Orleans. E é justamente a cidade. Ou sendo mais específico, o estádio. O Superdome é um dos ambientes mais hostis da liga e o Saints sabe se impor dentro dos seus domínios. Se ficar com a primeira colocação geral da NFC, vai ser muito difícil tirar essa equipe pelo segundo ano consecutivo. A fórmula não é exata e, como o Rams de 2018, raio pode cair novamente em Luisiana. Mas se tudo correr como o esperado e a arbitragem não atrapalhar, o Saints estará em Miami no dia 2 de fevereiro de 2020.

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