segunda-feira, 6 de abril de 2020

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A pedido de alguns leitores e também, com o intuito de exercitar nosso senso de escolha e incitar a polêmica no seu grupo de amigos que fala sobre a NFL nesta quarentena, resolvi fazer uma sequência de textos escolhendo uma seleção dos melhores da NFL no período 2010-2019. Farei escolhas embasadas e justificadas com argumentos que permitam a discussão e a discordância em muitos casos (discordar é sempre bom para que possamos melhorar nossas escolhas com o tempo).

 

Dividirei esta série em 3 textos, onde falarei de um ataque ideal dos anos 2010, uma defesa ideal, e um texto em que falarei de especialistas, técnicos principais, assistentes e general managers. Claro que colocarei algumas menções honrosas em situações de extrema dúvida, mas também quero que vocês opinem no twitter @ligados32 e no Instagram @ligados32. Se necessário, me critiquem e me marquem em seus stories de indignação.

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Começaremos pelo texto que vai gerar mais polêmicas, discussões e xingamentos ao redator. O ataque, onde geralmente as torcidas prestam mais atenção e onde a maioria dos jogadores populares jogam será o primeiro lado da bola a ser analisado nesta série. Para sermos justos, colocaremos o ataque com o quarterback, os cinco jogadores de linha ofensiva, um tight end, um running back, dois wide recievers e um fullback.

A primeira polêmica será em incluir um fullback na lista. A posição vem sendo cada vez menos utilizada na liga, mas tem seu valor e merece uma análise também, além de deixar as escolhas de running back e wide receiver mais competitivas. Vamos aos nomes:

OT – Joe Thomas – Cleveland Browns (2007-2017) 

Um dos melhores tackles da história e um dos melhores jogadores de linha ofensiva da NFL moderna. Eleito 10 vezes para o Pro Bowl e 7 vezes para o time ideal da temporada, Joe Thomas foi o melhor jogador do tenebroso time dos Browns da década durante toda a carreira. Extremamente técnico e muito privilegiado fisicamente, Thomas preferiu se dedicar ao time que o draftou ao invés de tentar um anel em um time mais estruturado. Ainda assim, foi um monstro e não há muito o que dizer sobre ele. Foi um privilégio ver Joe Thomas jogar.

OT – Tyron Smith – Dallas Cowboys (2011-presente)

A primeira grande dúvida da lista, fiquei dividido entre Smith e Jason Peters, mas pesou que o auge de Peters ocorreu fora deste período de tempo que estamos analisando. Smith foi para o Pro Bowl em todas as temporadas desde 2013, foi do primeiro time da seleção da temporada em duas oportunidades e do segundo time outras duas vezes. Por mais que não venha jogando bem em 2018 e 2019, castigado por lesões, Smith foi um offensive tackle extremamente dominante na década, combinando tamanho e força, com um atleticismo anormal para o seu peso e altura. Smith foi a estrela dos anos de ouro de uma linha ofensiva que dominou a NFL entre 2014 e 2017, auxiliando muito Zeke e DeMarco Murray, running backs de Dallas no período.

iOL – Marshal Yanda – Baltimore Ravens (2007-2019) 

A recente aposentadoria de Yanda nos faz pensar um pouco mais sobre sua carreira e constatar: Marshal Yanda era fenomenal. Um dos melhores bloqueadores de jogo terrestre da NFL moderna, Yanda sempre foi muito sólido e um porto seguro na linha ofensiva do Baltimore Ravens, mesmo em momentos difíceis da franquia. Nos momentos bons, foi dominante e teria sido ainda mais se tivesse sofrido menos com as lesões. Primeiro campeão do Super Bowl a aparecer na lista, foi 8 vezes ao Pro Bowl, 2 vezes para o primeiro time da seleção da temporada e 5 para o segundo time. A aposentadoria de Yanda é um baque para o time de Maryland, assim como seria para qualquer franquia. Será difícil substituir Marshal Yanda.

iOL – Jahri Evans – New Orleans Saints (2006-2015, 2016), Seattle Seahawks (2016), Green Bay Packers (2017)

 

Outro campeão do Super Bowl listado, Evans protegeu Drew Brees com autoridade e dominou as trincheiras na Louisiana. Outra rara combinação de força e mobilidade, Evans o porto seguro da linha do Saints nos tempos de Glória e em tempos de caos. Declinou com a idade, mas foi dominante na carreira. Foi escolhido ao Pro Bowl em 6 oportunidades, 4 vezes para o primeiro time da seleção da temporada e uma vez para o segundo time.

iOL – Travis Frederick – Dallas Cowboys (2013-2019)

Outro recém aposentado, Frederick jogou apenas 7 temporadas. Tecnicamente 5, se contarmos que em 2018, ele foi diagnosticado com a síndrome de Guillain-Barré. Com 5 Pro Bowls, uma escolha pro primeiro time da seleção da temporada e duas para o segundo time, Frederick foi muito mais dominante que suas premiações. Muitos argumentarão contra a escolha de Frederick, dizendo que Maukrice Pouncey, Nick Mangold e Max Unger seriam escolhas melhores. Frederick tinha todo arsenal de movimentos de um OL, além de toda liderança e inteligência necessária para um center, além de ter visto a linha ofensiva de Dallas despencar de produção após seu diagnóstico da doença e seu afastamento.

FB – Vonta Leach – Green Bay Packers (2004-2006), New Orleans Saints (2006), Houston Texans (2006-2010), Baltimore Ravens (2011-2013)

 

A posição que mais foi esquecida na última década, merecia essa análise, mesmo com todo esquecimento. O torcedor do Patriots ou do 49ers sabe bem o valor de um fullback. As lesões de James Develin e Kyle Juszczyk derrubaram bastante a produção dos respectivos ataques nos últimos tempos. Os dois que, junto com John Kuhn, poderiam estar listados aqui. Mas minha escolha é de um fullback, campeão do Super Bowl e dominante no início da década. Leach engrenou quando foi para o Houston Texans e chegou ao auge no início dos anos 2010, quando foi para o Pro Bowl 3 vezes, e foi escolhido para a seleção da temporada no mesmo período (2010-2012), além de vencer o título máximo da NFL com o Baltimore Ravens em 2012.

RB – Adrian Peterson – Minnesota Vikings (2007-2016), New Orleans Saints (2017), Arizona Cardinals (2017), Washington Redskins (2018-presente)

Adrian Peterson é uma escolha fácil para mim. Último RB a ganhar o prêmio de MVP, último RB a correr para 2000 jardas. Uma mistura de tudo que se elogia em um running back clássico. Pena que ele foi caindo de produção por não ser tão produtivo no jogo aéreo, mas ainda tem alguns lampejos da genialidade do início da década. Escolhido 7 vezes para o Pro Bowl, 4 vezes para o primeiro time da seleção da temporada e três vezes para o segundo time, Peterson foi a cara do Minnesota Vikings e da posição de running back por muitos anos. Crianças queriam ser Adrian Peterson em campo. Pessoas amavam Adrian Peterson em campo. É isso.

WR – Julio Jones – Atlanta Falcons (2011-presente)

Uma besta, no bom sentido. Este é o resumo de Julio Jones. Um típico WR1 em todos os aspectos. Alto, boa envergadura, forte, rápido, atlético, ágil e bom corredor de rotas. Julio Jones é dominante e decisivo. Esteve a 5 jardas e um field goal de ser campeão dominando a secundária de Bill Belichick. Só isso basta para avaliá-lo. Os 7 Pro Bowls, 2 escolhas para o primeiro time da seleção da temporada e 3 para o segundo time, além de liderar a liga em jardas 2 vezes e praticamente ganhar jogos para o ataque de Atlanta são só mais alguns feitos da carreira dominante de Julio.

WR – Calvin Johnson – Detroit Lions (2007-2015)

Os adjetivos colocados para Julio Jones anteriormente, se aumentados, nos levam ao Megatron. 1,96 metro e 108kg, velocidade, atleticismo e mãos incrivelmente seguras são os motivos do apelido de Calvin Johnson. Uma pena não ter tido um time competitivo e ter sofrido tanto com dores que o fizeram aposentar. Escolhido 6 vezes para o Pro Bowl, 3 vezes para o primeiro time da seleção da temporada, uma vez para o segundo time, líder em jardas recebidas em duas oportunidades e recordista de jardas em uma única temporada. Os anos 80/90 tiveram Jerry Rice, os anos 2000 tiveram Randy Moss e os anos 2010 tiveram Calvin Johnson.

TE – Rob Gronkwoski – New England Patriots (2010-2018)

Para mim, a escolha mais fácil da lista. O jogador mais dominante de uma posição que eu assisti ao vivo. Gronk é o protótipo de TE dos anos 2010. Um Robocop com velocidade de Transformer, carisma de Tony Stark e mãos de wide receiver. Gronk é e sempre será uma referência de dominância e de diferença de nível nas discussões. Mesmo com apenas 9 temporadas e muitas interrompidas por lesão, Gronk tem 4 escolhas pro primeiro time da seleção da temporada, 5 Pro Bowls, 3 Super Bowls e liderou a liga em TDs em 2011. Gronk deveria ser adjetivo, e isso resume a escolha dele para esta lista.

QB – Tom Brady – New England Patriots (2000-2019), Tampa Bay Buccaneers (Presente)

G.O.A.T. A sigla para o melhor de todos os tempos resume o tamanho de Tom Brady. Mesmo jogando praticamente a década toda mais perto dos 40 do que dos 30, Brady conseguiu coisas incríveis. Jogou 5 dos 10 Super Bowls do período. Venceu 3. Foi MVP unânime em 2010, venceu novamente em 2017. Venceu a divisão em todos os anos. Só não foi a final da Conferência em 2010 e em 2019. É uma lista de feitos que duraria o texto todo. Outros nomes foram muito bem no período, como Aaron Rodgers, mas Brady é a escolha da lista por uma boa margem.

 

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