sexta-feira, 6 de novembro de 2015

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Os donos das franquias da liga profissional de futebol americano são bem exigentes com seus atletas, técnicos e coordenadores, isso é uma verdade. Se uma equipe fica mais de cinco temporadas sem ser competitiva, mudanças serão feitas, isso também é muito claro na NFL. A semana foi dura com alguns profissionais que trabalham fora dos gramados e resultou em quatro demissões em três times diferentes.

Começando pela dispensa do técnico principal Ken Whisenhunt, do Tennessee Titans, na última terça-feira. Durante a Offseason, mesmo com as expectativas não sendo das mais altas, era esperado um pouco mais de sucesso para o time que tinha bons alvos no ataque e foi atrás do QB Marcus Mariota na primeira rodada do Draft. O rendimento dentro de campo não foi como esperado e, após apenas 23 jogos no comando da franquia, Whisenhunt não permaneceu no cargo após a derrota para o Houston Texans. Com o Titans, em 23 partidas, teve apenas três vitórias. Agora será a vez de Mike Mularkey no comando como interino. Ao longo da carreira ele teve experiência como técnico de TEs e como treinador principal do Jacksonville Jaguars, em 2012.

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Na mesma terça-feira foi a vez do Indianapolis Colts se mexer e mandar embora Pep Hamilton, Coordenador Ofensivo da equipe. O ataque do time era esperado para figurar entre os três melhores da NFL em basicamente qualquer estatística positiva que um sistema ofensivo pudesse aparecer. A presença do QB Andrew Luck, dos recebedores T.Y. Hilton, Coby Fleener, Dwayne Allen e Donte Moncrief mais as chegadas de Frank Gore, Phillip Dorsett e Andre Johnson davam ao Colts condições suficientes para ser considerado um forte candidato ao Super Bowl. O desenrolar da história fugiu das expectativas criadas e Pep Hamilton tem sua parcela de culpa nisso. Quando Luck não estava machucado – um jogo e meio da temporada –, ficou clara a incompetência de Hamilton em lidar com jogadas de “blitz” por parte das defesas, sem falar nas vezes que abandonou o jogo corrido quando se via atrás do placar.

Mesmo ficando entre os cinco melhores ataques em boa parte das estatísticas em 2013 e 2014, o time apresentava sérios problemas. Foram mais de 20 jogos seguidos sem um TD anotado na primeira campanha, onde se espera uma pontuação, já que o coordenador ofensivo tem a semana toda para escolher as jogadas da primeira posse de bola do ataque, é a única campanha que ele pode pré-estabelecer cada jogada. O Colts precisava de uma mudança, as coisas não estavam funcionando e uma “sacudida” pode ser boa para a equipe. O novo coordenador ofensivo será Rob Chudzinski, ex-assistente técnico de Chuck Pagano.

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As últimas duas “vítimas” da semana das demissões aconteceram na última quinta-feira no Detroit Lions. Martin Mayhew, GM da franquia, e Tom Lewand, presidente da equipe, foram mandados embora. Sobrou para os dois após a derrota 45 a 10 para o Kansas City Chiefs, que deixou o time com um recorde de uma vitória e sete derrotas em 8 jogos – pior campanha da NFL. Para se ter noção da incompetência da dupla, o Lions não selecionou nenhum jogador que foi ao Pro Bowl nos últimos cinco Drafts e NENHUM nome escolhido nos Drafts de 2010 e 2011 permanece na equipe atualmente. Mesmo conseguindo 11 vitórias ano passado e uma classificação aos playoffs, o péssimo início de temporada foi o suficiente para as demissões em Detroit, o que indica claramente que o Lions já está pensando em 2016.

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