sexta-feira, 12 de abril de 2019

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No dia 24 de março de 2019, o maior expoente da posição de tight end dos últimos anos e para alguns, o maior jogador da posição em toda história anunciou sua aposentadoria pelo Twitter. Rob Gronkowski foi um ícone da década de 2010 na NFL e um protótipo cada vez mais raro na posição, que permite que se discuta seu nome como maior da posição em toda história. Antes de continuar analisando o histórico e legado de Gronk, vamos voltar um pouco no tempo para analisar o histórico da posição de tight end.

 

 

 

Como sugere o nome da posição, o tight end joga no extremo da linha ofensiva, em uma formação mais “fechada”, como um híbrido de sexto homem de linha ofensiva e recebedor. Entre os anos 30 e 40, regras que limitavam substituições, forçavam os treinadores a adaptar jogadores de ataque versáteis para bloquear e receber passes para aumentar as opções do seu sistema ofensivo, assim surge o tight end, que se solidificou com o aperfeiçoamento do jogo aéreo e com técnicos como Paul Brown. Nos anos 60, Mike Ditka foi um dos pioneiros a se destacar como um híbrido de ótimo bloqueador e recebedor e nos anos 70 e 80, o tight end foi se tornando cada vez mais importante em jogadas de play action, para deixar dúvidas na cabeça dos defensores. A partir desta época, a posição entrou numa metamorfose intensa.

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Os anos 90, além de nos ter presenteado com magníficas bandas brasileiras e programas de TV dominicais, nos trouxe a evolução acentuada do jogo aéreo e o início das spread offenses, que transformaram também a posição de tight end. Foi exatamente na década de 90 que a procura por jogadores de basquete, com envergadura e atleticismo acima da média, começou a acontecer por parte de times que necessitavam de tight ends. Alvos grandes, atléticos e sendo marcados no slot por marcadores muito menores, ou muito mais lentos, fez com que a mudança na posição fosse um sucesso e eternizasse na NFL nomes do College Basketball como Antônio Gates e Tony Gonzalez nos anos 2000.

Em 2010, o New England Patriots selecionou Rob Gronkowski e aterrorizou a liga. Gronk fez dupla com Aaron Hernandez e era quase impossível parar o ataque de New England nos pacotes 12 personnel (um running back e dois tight ends). Hernandez era versátil, rápido e dinâmico, podendo sair do backfield, alinhar no slot, próximo a linha ou aberto como split end. Gronkowski era exímio bloqueador, exímio recebedor e ainda tinha a envergadura, peso e velocidade muito acima da média, que faziam ele um confronto terrível para cornerbacks, safeties e linebackers, saindo do slot, alinhado com a mão na terra ou aberto como split end.
Essa disparidade criada por Gronk, motivou os general managers das franquias a procurarem no draft por “baby Gronks”, jogadores com envergadura e velocidade para criar confrontos favoráveis ao ataque no jogo aéreo, no entanto, muitos prospectos que são vistos como possíveis emuladores do jogo de Gronk, são bloqueadores no máximo medianos, não sendo uma ameaça no jogo aéreo e terrestre que o ex jogador dos Patriots era.

 

Cada vez mais vemos tight ends saindo do college com altas expectativas por sua habilidade em sair do slot e receber passes, mas com péssimo trabalho bloqueando para o jogo corrido, como Evan Engram, dos Giants. Nesta classe de Draft, temos qualidade e profundidade na posição, com jogadores que podem ser considerados pontos fora da curva, por bloquear bem, como T.J. Hockenson, da Universidade de Iowa. Mas podemos ver nos próximos anos, cada vez mais, um show de jogadores de basquete com habilidade atlética especializados em receber passes saindo do slot, mas péssimos em bloquear para o jogo terrestre. Torçamos para que Rob Gronkowski seja uma inspiração para os prospectos e que o tight end versátil, forte, rápido e comprometido com os bloqueios nunca entre em extinção.

 

 

 


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