quinta-feira, 7 de novembro de 2019

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Mais da metade da temporada se foi e franquias apontadas como decepções começam a procurar culpados. Muitas vezes este é o momento que sobra para a comissão técnica. É claro que a NFL tem uma tolerância maior do que estamos acostumados com o futebol aqui no Brasil. A pressão por dias melhores, no entanto, cada vez mais tem caído sobre a cabeça dos treinadores principais. 

Alguns comandantes estão com os dias contados. Seja por uma sequência de anos ruins ou pelo desempenho muito abaixo do esperado antes. Não é o caso de Brian Flores, por exemplo. Pupilo de Bill Belichick, o HC de Miami fez diversas trocas para acumular escolhas no Draft e deixou o time desfalcado. Algumas lesões ao longo da temporada aumentaram o problema do Dolphins. Mesmo assim, o time segue em evolução e proporcionou duelos competitivos nas últimas semanas. Mas esse não é o caso de outros três técnicos, que lutam contra o tempo para não ver seus cargos disponíveis.

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Dan Quinn – Atlanta Falcons

Obrigado pelos serviços e tchau. Não há mais casamento entre o treinador de 49 anos e a franquia da Geórgia. Quinn, que ficou famoso ao comandar a Legion of Boom e conquistar o Super Bowl pelo Seattle Seahawks como coordenador defensivo, chegou em Atlanta em 2015. Depois da primeira temporada mediana, com 8 vitórias e 8 derrotas, o técnico parecia que iria engrenar quando chegou ao Super Bowl no ano seguinte. Mas foi só seu coordenador ofensivo, Kyle Shanahan, assumir o San Francisco 49ers que a máquina pifou. O time teve uma queda drástica nos anos posteriores e 2019 tem sido um verdadeiro show de horror.

O elenco possui jogadores de muito talento, mas passa a impressão de ser uma equipe amadora. Apenas uma vitória na temporada e a defesa (especialidade de Dan Quinn) não segura nem time universitário. Sem nenhuma chance de playoffs, o técnico deve perder o emprego ao final da temporada ou até antes.

Adam Gase – New York Jets

Acabou o amor em Nova York. A bruxa invadiu a maior cidade dos Estados Unidos e amaldiçoou boa parte das equipes esportivas. É o caso do Jets. O time deu sinais que evoluiria antes da temporada. Fez contratações pontuais, escolhas no Draft que chamaram a atenção e teve muita gente acreditando que  pelo menos Wildcard era possível. Mas a primeira temporada de Adam Gase a frente da franquia é simplesmente pífia. Não soube utilizar os valores que têm no elenco, plano de jogo é extremamente previsível e não tem conseguido pilar o segundo anista Sam Darnold.

Para piorar a situação, o clima dentro do vestiário não parece dos melhores. Começam a surgir rumores de que jogadores pediram para ser trocados e a equipe está uma bagunça. Inclusive, um destes nomes seria o astro RB Le’Veon Bell. Todos esses fatores podem sobrepor o fato de Gase ter chegado recentemente e uma queda precoce parece cada vez mais próxima.

Freddie Kitchens – Cleveland Browns

O campeão da AFC Norte antes da temporada (para muitos) está 2-6. Muita esperança foi colocada na franquia de Cleveland. E, junto com ela, muita pressão. Toda essa valorização da mídia em cima da equipe deve-se às contratações de peso, algumas boas peças que já estavam no elenco e, principalmente, a química entre o então calouro Baker Mayfield e o então coordenador ofensivo Freddie Kitchens em 2018. Mas a efetivação do treinador não caiu bem.

O ataque caiu de produção. Mayfield parece um calouro jogando e atualmente é o QB que mais lançou interceptações ao lado de Jameis Winston (12). A diferença é que o jogador de Tampa Bay tem 16 touchdowns contra apenas 7 do segundo anista de Cleveland. Odell Beckham Jr também não vem sendo aquilo que se espera dele. Continua protagonizando jogadas mirabolantes, mas não tem sido decisivo na hora H. A linha ofensiva também se mostra inconsistente, com jogadas maravilhosas e outras tenebrosas. Quem se salva na temporada é o RB Nick Chubb, que já possui mais de 800 jardas terrestres, além de 6 TDs correndo. Mas no outro lado da bola, a unidade ainda cede muitas Big Plays. 

E muito disso é culpa de Freddie Kitchens. O treinador tomando decisões pavorosas que assustam a torcida em Cleveland. Se continuar do jeito que está, vai ser difícil manter confiança nele. E mesmo dizendo que não se preocupa com seu futuro na equipe, o técnico sabe que está com os dias contados.

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