quinta-feira, 28 de maio de 2020

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Aproveitando o embalo do período pobre em notícias de impacto no futebol americano entre o draft e o começo dos training camps (que ainda nem sabemos se poderão ocorrer nas datas tradicionais), e ainda com pouquíssimo esporte ao vivo para assistir na TV – a Bundesliga nunca teve tantos fãs – preparamos um conteúdo para apresentar a vocês os principais prospectos do draft de 2021. Semana passada falamos de jogadores de ataque (link abaixo). Hoje é a vez dos defensores (com um bônus no final).

Relembrando um trecho importante do primeiro texto:  a ideia aqui não é fazer nenhum Mock Draft, ou nada do tipo, até porque não faz o menor sentido, sem sabermos a ordem das escolhas. Além disso, daqui há um ano nós podemos até olhar pra esse post e rir de algum dos citados que acabou caindo para o 3º dia do draft. E haverão outros que eu nem cogitei enquanto pesquisava para esse texto que sairão na primeira rodada. Assim é o draft, inexato e imprevisível. Por isso é tão bom acompanhar.

Leia Mais: um olhar precoce para o próximo draft – parte 1

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Nos dois últimos drafts, o melhor jogador da classe era um defensive end. Nick Bosa e Chase Young só não foram escolhidos na primeira posição geral porque não são quarterbacks. Não será o caso novamente em 2021. O melhor nome neste momento entre os Edge Rushers é Gregory Rousseau (Miami), que teve impressionantes 15 sacks em 2019, sua primeira temporada completa como titular. Talvez seus números caiam em 2020 com um número maior de bloqueios duplos pra cima dele, mas o talento bruto está ali. Joe Tryon (Washington) e Carlos Basham (Wake Forest) são outros nomes de destaque, mas nenhum deles chama muita atenção pensando em escolhas altas, dentro do Top 20. Outros jogadores devem ir para o topo das listas ao longo do ano, até pela importância da posição. Mas é uma classe que, por enquanto, não empolga.

O mesmo se aplica também aos jogadores do interior da linha defensiva. O melhor prospecto é, com folga, Marvin Wilson (Florida State). Ele segue uma trajetória comparável a de Derrick Brown, colega de posição que saiu em 7º para o Carolina Panthers neste último draft. Brown poderia ter virado profissional em 2019, mas voltou para a Universidade, e só fez subir ainda mais sua cotação com uma ótima temporada. Wilson poderia ter sido uma escolha de 2ª rodada em 2020, mas optou por seguir em Florida State. Sem outros grandes destaques entre os defensive tackles, uma boa campanha no segundo semestre deve joa-lo na primeira rodada de 2021.

Saindo das trincheiras, a coisa fica mais interessante. Entre os linebackers, Micah Parsons (Penn State) é um jogador interessantíssimo. Boa técnica e atributos físicos, mas principalmente a inteligência, digna de um jogador que já está pronto para capitanear uma defesa entre os profissionais. Isso tudo somado ao pedigree da Universidade em produzir bons LBs nos últimos anos (NaVorro Bowman, Sean Lee, Paul Posluszny), pode jogar Parsons até para o top 15 do draft. Olho também em Dylan Moses (Alabama), que está um pouco fora do radar por ter perdido a temporada 2019 com uma lesão no joelho, mas demonstrou anteriormente potencial de primeira rodada e deve confirma-lo em 2020, caso saudável.

Mas a melhor classe entre os defensores parece ser a de cornerbacks, liderada por Patrick Surtain II (Alabama). A vocação para a marcação de WRs está em seu DNA. Patrick Surtain, o pai, teve uma carreira de 11 anos na NFL, com 3 idas ao Pro Bowl enquanto jogador do Miami Dolphins. O filho foi um dos poucos defensores de Alabama na Era Saban que conseguiu um número significativo de snaps já como calouro, um claro indício de um talento fora da curva. E seu 2019 foi ainda melhor, o alçando a posição de líder da defesa. Surtain II tem o biotipo ideal para um jogador de sua posição, e pode marcar tanto nas pontas como no slot. Outro excelente nome é o de Shaun Wade (Oho State). Ele tem todas as ferramentas físicas, mas ainda peca um pouco  na parte mental dentro de campo. Sem Jeff Okudah jogando junto, Wade assumirá maiores responsabilidades, que deverão nos indicar melhor seu potencial. A turma de safeties, por sua vez, não tem nesse momento alguém que se mostre uma certeza (ou quase isso) de primeira rodada. Meu nome favorito é Andre Cisco (Syracuse), um free safety com faro para a bola, mas que peca na marcação mano a mano e ainda tem que melhorar fisicamente.

BÔNUS: não sei se foi por decepção com a classe fraquíssima de 2020, mas eu me esqueci completamente dos tight ends no texto da semana passada. Não que a turma do ano que vem seja muito carregada, mas eu consigo imaginar pelo menos um jogador saindo na primeira rodada. O favorito é Pat Freiermuth (Penn State), que tem o biotipo de um TE clássico, mas possui atleticismo o suficiente para ser uma ameaça em rotas de nível intermediário. Outra possibilidade é Kyle Pitts (Florida), que deve contribuir imediatamente na NFL como recebedor, mas é fraco bloqueando.


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