sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

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Chegou o momento mais aguardado do ano para os fãs de futebol americano: o Super Bowl. New England Patriots e Los Angeles Rams se enfrentarão em Atlanta visando a maior glória desse esporte que cada vez conquista mais espaço no Brasil. Mas quais são as principais chaves para que cada um deles possa sair vitorioso?

Nessa semana, a visão aérea é especial: Traz três condições que podem fazer com que cada time saia vitorioso. Cada uma delas pode ser um fator adormecido, algo que vem dando muito certo ou que precisa melhorar, mas que se funcionar bem no domingo, pode ser fundamental para o triunfo.

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E na próxima semana, traremos toda a análise do que acontecer dentro de campo nesse jogaço!

New England Patriots:

Chave 1: Rob Gronkowski

Rob Gronkowski não fez uma grande temporada em 2018. As lesões cobraram a sua conta e o que se viu em muitos duelos foi um atleta lento, sem conseguir qualquer separação, longe de qualquer sombra do que já foi.

Mas playoffs são outra história: contra o Kansas City Chiefs, Gronk fez um belo jogo, somando seis recepções para 79 jardas. Algumas delas foram cruciais, como essa em uma terceira para dez na prorrogação: ele consegue fazer um excelente trabalho contra Eric Berry, usando seu físico privilegiado para posicionar o corpo sem dar chances ao safety.

No Super Bowl, Tom Brady certamente olhará na direção de Rob Gronkowski. Será que ele conseguirá repetir essa performance?

Chave 2: A proteção a Tom Brady

Uma das estatísticas mais impressionantes desses playoffs é a falta de sacks contra Tom Brady. Enfrentando uma série de pass rushers muito bons, ele não só não foi derrubado nenhuma vez, como foi pressionado em apenas 15,6% de seus dropbacks. Contra Aaron Donald, Ndamukong Suh, Michael Brockers e companhia, isso continuará?

Será bem mais complicado. Contra o Kansas City Chiefs, a simplicidade da defesa foi fundamental para manter Brady limpo. Por saber exatamente quais eram as manjadíssimas chamadas de Bob Sutton, o Patriots podia deixar homens extras na proteção.

Veja, por exemplo, nessa conversão de terceira para dez na prorrogação: seis homens ficam na proteção a Brady e a conversão vem mesmo com apenas três rotas profundas.

Wade Phillips não é Bob Sutton. A dificuldade de evitar sacks será muito maior no próximo domingo.

Chave 3. A defesa terrestre

A quarta pior defesa terrestre da temporada regular, com média de 4,9 jardas cedidas por tentativa, mudou da água para o vinho nos playoffs. Cedeu apenas 1,9 para o Los Angeles Chargers e 3 para o Kansas City Chiefs. Mais uma vez, agora o desafio é infinitamente superior, com Todd Gurley e um renovado CJ Anderson do outro lado.

Na partida contra o Chiefs, o ótimo trabalho apareceu em momentos cruciais, como nessa terceira para uma. Porém, repare que o mérito defensivo não é tão gigantesco, uma vez que havia um belo corredor para a passagem de Damien Williams e ele escolhe o gap errado para passar. Running backs bem mais talentosos não cometerão esse tipo de erro…

Los Angeles Rams:

Chave 1: Ndamukong Suh

Times inteligentes fazem marcação dupla em Aaron Donald. Essa é a única opção existente, a não ser que você decida matar seu quarterback. Só que o que acontece quando você tem Ndamukong Suh ao lado dele?

Durante toda a temporada, Suh esteve quieto. Não jogou em alto nível, não conseguiu fazer nenhum barulho. Assim como Rob Gronkowski, explodiu nos playoffs. Fez duas partidas de altíssimo nível contra Dallas Cowboys e New Orleans Saints e parece ser o atleta que conhecemos.

Veja abaixo o veneno em ação: dois homens bloqueiam Aaron Donald, só um fica contra Suh. Ele vence o confronto com muita facilidade e consegue o sack sobre Drew Brees.

Chave 2: Todd Gurley

Quanto Todd Gurley deve estar chateado por ter feito possivelmente o pior jogo de sua carreira em uma final de conferência? Um running back de tanta qualidade, praticamente suplantado por CJ Anderson durante a partida após cometer sucessivos erros.

Contra a defesa terrestre do Patriots, Gurley fará um ótimo confronto de chaves. Será que ele deixará para trás lances péssimos, como esse drop que acabou virando interceptação muito próxima da endzone para o Saints?

Chave 3: Special Teams

Ninguém usa os special teams de forma tão criativa e ousada como o Los Angeles Rams. Parece que sempre há um fake punt para tirar o time do buraco e transformar uma campanha perdida em avanços gigantes. Contra o New Orleans Saints, isso foi fundamental para a vitória.

Bill Belichick certamente estará preparado, mas é difícil lidar com movimentos tão bem executados: a proteção a Johnny Hekker virando quarterback, a rota isolada de Sam Shields, a execução como um todo. Será que Sean McVay irá tirar mais uma vez esse coelho da cartola no Super Bowl?

Na próxima sexta-feira, voltaremos para analisar quais chaves funcionaram e quais falharam. Até lá!

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