sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

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O New England Patriots mais uma vez venceu o Super Bowl. Com uma atuação de gala de sua defesa após um plano de jogo genial de Bill Belichick, como Tiago Araruna detalhou no vídeo tático exclusivo, a dinastia continua. O Los Angeles Rams e seu poderoso ataque acabou não tendo respostas para tudo que a unidade comandada pelo maior técnico de todos os tempos apresentou.

Na Visão Aérea da semana passada, eu trouxe alguns pontos que seriam chaves para que uma equipe ou outra se saísse vitoriosa do duelo mais importante do ano no futebol americano. Agora que o jogo passou, é hora de analisar qual foi o desempenho desses atletas ou setores na partida. Quais se destacaram? Quais desapareceram?

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Vamos também abrir um ponto extra e falar do MVP da partida, Julian Edelman. Com isso, serão seis chaves mostradas no total. Preparados?

Chave 1: Rob Gronkowski

Após um ano ruim e marcado por lutas contra lesões, Rob Gronkowski se recuperou nos playoffs. O Super Bowl viu mais uma vez o tight end ser decisivo, anotando a recepção que deixou o Patriots à beira do touchdown da vitória. Foi um lance muito bonito plasticamente tanto por ele, como pelo quarterback Tom Brady.

A jogada usa um conceito chamado “hoss”, muito tradicional no Patriots. Foi a terceira vez que ele foi usado na partida, com as anteriores resultando em passes completos para Rex Burkhead e Julian Edelman. Dessa vez, o alvo era Gronkowski.

São cinco rotas: Rex Burkhead e James Develin correm para as laterais de forma superficial, Julian Edelman vai para o meio, mas também sem se aprofundar muito, e Gronkowski e o outro tight end, Dwayne Allen, fazem rotas seam (a rota ‘go’ saindo do slot). Com a defesa em Cover 1, a marcação individual dá a Brady o espaço que ele queria para encontrar seu tight end preferido em profundidade. O lançamento e a recepção são excepcionais.

Rob Gronkowski foi um fator decisivo no Super Bowl e mostrou porque é um dos maiores tight ends de todos os tempos.

Chave 2: Julian Edelman

Julian Edelman não foi muito bem contra o Kansas City Chiefs, mas acabou tendo uma atuação excelente contra o Los Angeles Rams. O principal destaque é a forma segura e eficaz com a qual ele correu as suas rotas.

Na jogada abaixo, o Patriots mais uma vez deixa homens extras na proteção. Edelman é marcado homem a homem por Aqib Talib KANSAS, mas consegue uma ampla separação com um corte rápido para a lateral. O passe acaba sendo bastante tranquilo e a recepção para 25 jardas acontece. Foi assim, com confiança e repetindo boa rota atrás de boa rota, que ele foi o jogador mais valioso do Super Bowl.

Por mais que eu, pessoalmente, preferisse a escolha de um atleta defensivo como MVP, não há como negar a importância que Edelman teve para a partida.

Chave 3: A proteção a Tom Brady

Muito se falou no pré-jogo sobre como Brady ainda não havia sido sackado na pós-temporada. O trabalho de proteção, muitas vezes com sete homens, vinha sendo ótimo. Dessa vez, o quarterback comeu grama uma vez, mas continuou muito bem protegido.

Repare no lance abaixo mais uma vez a proteção de sete homens do Patriots sendo utilizada. Como há apenas quatro pass rushers, é possível fazer double teams em cima de três deles, justamente os mais perigosos: Aaron Donald, Ndamukong Suh e Dante Fowler. Com um pocket extremamente limpo, Brady pode fazer mais uma grande conexão com Julian Edelman.

Chave 4: Ndamukong Suh

Assim como Rob Gronkowski, Ndamukong Suh fez uma temporada regular abaixo do esperado, mas vinha se destacando nos playoffs. As semelhanças acabam por aí: o excepcional trabalho da linha ofensiva do Patriots, explicado tanto no ponto acima, como no vídeo tático já citado, limitaram muito a presença do defensive tackle.

Suh acabou com apenas dois tackles. Sua melhor jogada na partida provavelmente foi quando bateu seu bloqueador com muita facilidade e explodiu para o backfield, chegando junto com Dante Fowler para fazer um tackle para perda de 4 jardas em Sony Michel. Veja como esse é mais um lance no qual todo o talento do camisa 93 aparece:

Faltou a Ndamukong Suh sair mais dos bloqueios muito bem pensados pelo New England Patriots para ser um real fator na partida.

Fator 5: Todd Gurley

O desaparecimento de Todd Gurley nos playoffs, recebendo menos carregadas que CJ Anderson, é um mistério. A atuação contra o New Orleans Saints foi ruim, mas no Super Bowl não melhorou muito. O running back teve apenas 3,5 jardas por carregada.

Sabemos o quanto o plano de jogo defensivo do Patriots foi bom. Porém, em um jogo desse tamanho, com tão poucas oportunidades, é preciso aproveitar as que existem. Veja como há um buraco aberto pela linha ofensiva na jogada abaixo e Gurley não tem a visão ou a paciência para explorá-lo, correndo diretamente em direção a um muro de atletas:

Um running back do calibre de Gurley precisa fazer um trabalho melhor do que esse, ainda mais em um Super Bowl.

Chave 6: Special teams do Rams

Citamos no texto da semana passada a enorme eficiência do Los Angeles Rams para converter fake punts em primeiras descidas. Isso foi fundamental, inclusive, para a virada sobre o New Orleans Saints.

No Super Bowl, não houve nenhuma tentativa de fake punt. O momento com maior ameaça foi ainda no primeiro quarto, na linha de 42 jardas do campo do ataque. Só que o Patriots estava muito bem preparado: repare na formação que dobra na ponta esquerda e que se move rapidamente quando o Rams parece mudar. Parece claro que a ideia desde sempre era aceitar o delay of game, mas o trabalho defensivo de New England merece elogios.

O principal motivo para a vitória do Patriots no Super Bowl LIII foi que Bill Belichick teve um plano de jogo superior e uma execução melhor que o apresentado por Sean McVay. As chaves do lado do Patriots todas funcionaram, enquanto o jovem treinador do Rams não conseguiu colocar suas armas em ação.

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