quinta-feira, 2 de maio de 2019

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Há pouco mais de um ano, a dupla Tyreek Hill e Kareen Hunt, duas das principais estrelas do baladado ataque do Kansas City Chiefs, distribuíam autógrafos e sorrisos na ensolarada Flórida durante a preparação para o Pro Bowl da temporada de 2018, ano em que os dois atletas dominaram em suas funções e fizeram por merecer, dentro de campo, uma chance no jogo das estrelas da NFL. Pulando para os dias atuais, a dupla se encontra hoje novamente nos holofotes, mas por motivos que nada lembram o esporte.

Na última semana, momentos antes do início da 1ª rodada do Draft da NFL, áudios divulgados pela imprensa americana apresentaram a discussão agressiva que Hill, recebedor do Chiefs, teria tido com a sua noiva sobre uma suposta agressão ao filho do atleta, de apenas três anos, que teria resultado em uma fratura no braço da criança. O caso, que já estava sob investigação mas havia sido paralisado, foi novamente reaberto após a divulgação do áudio, o que forçou a diretoria do Chiefs a anunciar a suspensão do camisa 10 de todas as atividades do time até que a situação seja esclarecida.

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Infelizmente para o atleta de 25 anos, o seu histórico fora de campo o compromete ainda mais nesta complicada situação. Em 2015, antes mesmo de ser draftado por Kansas, Hill se declarou culpado pelas acusações de agressão e enforcamento de Crystal Espinal, namorada do atleta na época e grávida de oito semanas na oportunidade. Apesar da horrível acusação em relação ao jogador, o GM do Chiefs naquele ano, John Dorsey, não hesitou em escolhe-lo na 5ª rodada do draft em 2016. A aposta claramente se fez válida, esportivamente falando, e Hill se tornou o jogador mais dinâmico da NFL. Ainda assim, Kansas sabia que tinha nas mãos uma bomba-relógio, pronta para explodir a qualquer momento.

o GM John Dorsey, que atualmente trabalha no Cleveland Browns, também foi o responsável por o escolher o RB Kareem Hunt no Draft e mais recentemente por dar ao jogador uma nova oportunidade na NFL. Hunt, um dos principais e mais produtivos corredores da liga nas duas últimas temporadas, foi dispensado pelo Chiefs em novembro de 2018, após um vídeo em que o atleta aparece chutando e empurrando uma mulher em um hotel de Cleveland se tornar público. Para voltar a atuar, o jogador cumprirá uma suspensão de oito jogos imposta pela liga. Assim sendo, Hunt retorna para os campos ainda em 2019, com o aval de John Dorsey, o que novamente abre uma grande discussão sobre a forma como a NFL e os dirigentes lidam com os problemas extracampo, bastante debatida em outros textos no nosso site.

A Reformulação Forçada do Chiefs

Esportivamente, o Chiefs é a equipe que mais sai prejudicada por conta dos próprios erros de avaliação dos seus atletas. Sem a dupla que dominou as ações ofensivas da franquia nos últimos dois anos, ao lado do TE Travis Kelce e, em 2018, do QB Patrick Mahomes, Kansas precisará agora reformular o seu ataque quase do zero para continuar sendo relevante dentro da AFC e um dos favoritos ao Super Bowl. Com todas as atenções voltadas à Mahomes, Andy Reid terá que achar uma forma de não tornar o ataque unidimensional e previsível.

Durante o último draft, em que a equipe só começou a escolher a partir da 2ª rodada, algumas das lacunas deixadas no elenco começaram a ser preenchidas. Escolhido diretamente da universidade de Georgia, o WR Mecole Hardman era um dos recebedores mais velozes da classe de 2019 e funcionará como reposição de Hill, que deverá constar na lista de atletas exonerados em breve. A equipe também apostou em posições importantes como Linha Defensiva e Secundária, adicionando jogadores jovens para disputar posição. Durante a Free Agency, o Chiefs adicionou o Safety Tyrann Mathieu, o LB Frank Clark e o RB Carlos Hyde, dando mais profundidade e experiência ao time.

Ainda é cedo para definir como Kansas irá se recuperar do trauma – Necessário, por sinal – causado pelas ausências de Hill e Hunt. Uma possível queda de rendimento não seria surpresa, mas Andy Reid é conhecido por tirar o melhor de cada jogador, seja ele conhecido ou uma promessa. O importante é que o Chiefs tomou a decisão correta nos dois casos. Esportivamente, a equipe poderá sofrer com uma queda de rendimento a curto prazo, mas a franquia já mostrou que é capaz de desenvolver um elenco que não precisa de grandes estrelas para ser competitivo. É isto que a torcida de Kansas espera em 2019.

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